Lisboa,

domingo, abril 30, 2006

o próximo passo

Temos de compreender que a morte é às vezes uma opção legítima e positiva, não um insucesso. Quem somos nós para julgar o percurso duma alma? Uma doença grave pode levar uma pessoa a optar pela vida e fazer as mudanças necessárias para se curar; outra pessoa pode, consciente ou inconscientemente, optar pela morte. Talvez a segunda tenha cumprido a sua missão nesta vida, ou sinta que poderá dar o próximo passo mais utilmente noutro plano de existência ou numa vida futura.

(Shakti Gawain in "O caminho da transformação")

sábado, abril 29, 2006

dia mundial da dança


O Dia Internacional da Dança vem sendo celebrado no dia 29 de Abril, promovido pelo Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da UNESCO para todos os tipos de dança.

A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO. A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balet moderno.

Entre os objectivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para a dança em todos os sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.

Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através da sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o prof. Alkis Raftis, presidente do Conselho Internacional de Dança, disse no seu discurso em 2003 que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior!). Não há fundos no orçamento do Estado alocados para o apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública".

(Wikipédia)



Já reparou o que você faz quando ganha um presente que tanto queria, ou a sua equipa faz um golo, ou recebe uma notícia que deixa você muito feliz? Pula de alegria, não é? Você faz isso porque está obedecendo a um ritmo interno, e o seu corpo se movimenta para expressar esse sentimento.

Assim surgiu a dança: pela necessidade de o homem pôr para fora as suas emoções. Antes de procurar se comunicar com palavras, as pessoas já se expressavam com movimentos corporais. Por isso, a dança é considerada a mais antiga das artes, e talvez a mais completa também, pois quem dança ao mesmo tempo cria um movimento e o expressa através do próprio corpo.

E não é só isso! A dança sempre teve grande presença e importância na vida do homem, pois o acompanha ao longo da sua história - desde os rituais dos povos primitivos, passando por acontecimentos sociais e religiosos, e influenciando até nas festas dos dias de hoje, como o carnaval, por exemplo.

Vamos aprender muita coisa sobre essa arte que revela todo o tipo de emoção sem necessidade de uma única palavra...

(Texto de: canalkids.com.br/arte/danca/index.htm - Canal Kids)



Revista da Dança
Escola Superior de Dança
Círculo de Dança de Lisboa
Escola de Dança do Conservatório Nacional

DANÇA COMIGO (Shall We Dance? ) 2004

Há vários anos, o advogado John Clark (Richard Gere), especialista em testamentos, leva uma vida rotineira do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Apesar de amar a mulher, Beverly (Susan Sarandon), e os seus filhos, John sente que algo está faltando na sua vida. Por acaso vê na janela de uma academia, Paulina (Jennifer Lopez), uma bela professora de dança. Esperando aproximar-se dela, John matricula-se na academia. No entanto, Paulina rapidamente elimina qualquer possibilidade de envolvimento com John, mas isto não o faz deixar de ir à academia, pois ele acha cada vez mais relaxante e divertido dançar. Entretanto, John não se sente à vontade para contar a Beverly que, ao ver mudanças no comportamento do marido, contrata um detective, suspeitando que ele esteja envolvido com alguém.

quinta-feira, abril 27, 2006

noite estrelada e o monólogo do feto

Ainda comecei a comentar o teu post do dia 20, mas o comentário já ia longo e tive que "trazê-lo" para aqui.
Por princípio, alheio-me das guerras e das polémicas. Não gosto da violência, nem verbal nem física. Mas, se não fujo a qualquer responsabilidade também não fico "bem" se me "enleio" nalguma discussão que não posso evitar. Tento ver as coisas pela positiva, procurando o consenso e a concórdia. O que vou dizer é, simplesmente, a minha opinião...
O teu post tem duas partes. A tua ida ao cemitério trouxe-te as recordações dolorosas que guardas, e não só. Despertou-te a sensibilidade para o além, para a dimensão que desconhecemos, mas onde a Mónica, como ser de luz, estará unida ao Hugo, como ser de luz que é também. A Mónica não precisou de aceder ao teu pedido para se "encontrar" com o Hugo, já que o Hugo e a Mónica estarão em dois processos de evolução, mas intimamente unidos em Deus, como um todo. O teu "pedido" foi uma "conversa" confortante com ambos, e, ambos "comunicaram" contigo com o coração, com o sentimento, que é a linguagem que a alma entende...



O "monólogo dum feto" é um texto doce, amoroso, enternecedor, que toca o coração de quem lê. É um monólogo que procura levar uma mensagem às pessoas: a importância da vida, o valor da vida, o milagre extraordinário que é a vida.
Mas, também tem o "outro lado": quando há um risco associado da mãe ou do feto, ou outro motivo forte. Se me tivesse que pronunciar, eu diria "não" ao aborto. Porque amo a Vida. Não porque o monólogo do feto seja, para mim, aquilo que se passa, verdadeiramente, na barriga duma mãe. Na minha opinião, nada acontece por acaso. Ninguém mata ninguém... contra a vontade desse que vai morrer. A essência divina que o feto contém ou vai conter é imortal. Não morre! Nada se passa para além duma mudança nessa expressão divina. Deus "não permitirá" um aborto, se a mãe "não permitir" esse aborto. Os dois estão de acordo, quando esse facto acontece. Não tenho a veleidade de considerar que estou "certo". Volto a repetir: Eu sou contra o aborto. Eu sou a favor da vida. Mas também acredito que a Vida é sempre Vida. Não morre! Não é porque acontece um aborto que Deus fica "diminuído", ou que Deus fica "zangado", ou que o universo "tropece" e diminua o ritmo da sua "viagem"...

terça-feira, abril 25, 2006

Dia do ADN

Há dias, ao folhear um livro de ciência, numa das minhas visitas à FNAC do Colombo, li que o nosso ADN, se fosse desdobradinho como um fio, mediria qualquer coisa como 20 milhões de quilómetros, o que quer dizer que poderia "passear" pelo espaço até a outros planetas sem se desligar da nossa Terra.
E descobri que hoje se celebra também
o Dia do ADN.


Que me perdoem os capitães de Abril, mas o meu post de hoje vai para esta "pequenina" coisa que nos permite estar aqui, a pensar, a escrever, a sonhar - e que ainda vai levar algum (muito) tempo a decifrar...
Afinal, o que é o ADN?

"A sigla ADN é a abreviatura de Ácido Desoxirribo Nucleico. É no ADN que está contida toda a nossa informação genética, sob a forma de genes. A forma como cada um de nós é resulta da interacção dos nossos genes com o ambiente que nos rodeia, desde o momento em que somos concebidos até à morte.

O ADN é constituido por quatro tipos de "blocos" básicos (nucleótidos) que se associam de uma forma específica, formando uma cadeia dupla: adenina (A), guanina (G), timina (T) e citosina (C). É possível ler a cadeia de ADN, obtendo-se uma sequência de letras, como por exemplo, ATGATTCTGTAGCCTGATCCC. À sequência completa do ADN de cada célula chama-se o genoma.

O ADN tem a forma de um escadote enrolado, ou seja, de uma hélice dupla em que os degraus são formados por pares de bases ligadas entre si. A sua estrutura foi proposta há precisamente 50 anos por James Watson e Francis Crick em Cambridge, Inglaterra. A descoberta da estrutura do ADN abriu o caminho para se compreender como é que a informação genética é transmitida de pais para filhos, ou de uma célula para outra, isto é, como funciona a hereditariedade.

Todos os seres vivos têm ADN, desde os ví­rus que nos infectam até às batatas e o bacalhau que comemos. Também os lírios do campo, as borboletas e os pintassilgos têm ADN e genes.

Em todos os seres vivos, o ADN está contido no núcleo das células. Todas as células do nosso corpo contém o mesmo ADN. O diâmetro médio do núcleo de uma célula é de 0.005mm (5000 vezes mais pequeno que a cabeça de um alfinete) e cada célula tem cerca de 2 metros de ADN!!! Este ADN todo só cabe no núcleo porque está muito enrolado e compactado, nos cromossomas. O ADN de cada um de nós chegaria ao Sol e regressaria à Terra 500 vezes!"

(Instituto Gulbenkian de Ciência)


Um grupo de cientistas holandeses descobriu os ingredientes básicos dos precursores do ADN na poeira que rodeia uma estrela. Os cientistas pensam que há muitos milhares de milhões de anos aquele sistema pode ter tido uma aparência semelhante à da Terra.
(TSF-OnLine)


Mas, o que diz Neale Walsch no seu último livro, "Home with God", publicado nos EUA em Março passado?
Apenas isto:

"Todos os seres humanos nasceram com toda a sabedoria do universo impressa nas suas almas.
Está no ADN de tudo.
De facto, o “ADN” podia muito bem ser usado como um acrónimo para a Consciência Natural Divina.
Todas as coisas vivas têm esta consciência natural construído dentro de si.
Faz parte do sistema. Faz parte do processo a que vocês chamam Vida.
Isto por que, quando as pessoas são confrontadas com a grande sabedoria, lhes soa, frequentemente, tão familiar. Concordam com isso quase imediatamente.
Não há nenhum argumento. Há somente um relembrar.
É parte da sua Consciência Natural Divina.
Diz-se que está "no seu ADN".
Parece qualquer coisa como: "Ah, sim, de facto."

segunda-feira, abril 24, 2006

anjos


"O facto de Christie Brinkley ser bonita não significa que vocês não possam ser. Todos podemos ser belos. A beleza é apenas uma ideia. Qualquer um a pode ter. Quando vocês abençoam a beleza que ela tem, multiplicam as vossas hipóteses de também serem belas.
Uma pessoa que tem sucesso em qualquer área está apenas a criar mais possibilidades de os outros também terem. Agarrar-se ao pensamento dos recursos finitos é uma maneira de se agarrar ao Inferno.

É necessário aprendermos a ter apenas pensamentos divinos.
Os anjos são pensamentos de Deus e no Céu os seres humanos pensam como anjos. Os anjos iluminam o caminho. Os anjos não invejam nada a ninguém, os anjos não denigrem nada nem ninguém, os anjos não competem, os anjos não constrangem os seus corações, os anjos não têm medo. É por isso que eles cantam e voam. Nós, claro, somos apenas anjos disfarçados."

(Marianne Williamson in "Regresso ao amor")- Imagem da Net

domingo, abril 23, 2006

dia mundial do livro


O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril em 100 países. A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).



No dia 23 de Abril de 1616 faleciam Cervantes, Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega. Também a 23 de Abril nasceram – ou morreram – outros escritores eminentes como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo. Por este motivo, esta data tão simbólica para a literatura universal foi a escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para render homenagem mundial ao livro e aos seus autores. A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro.


Com o patrocínio das Câmaras Municipais, dos órgãos de comunicação social e de muitos pontos de venda de livros, decorreu entre 17 e 23 de Abril de 2006, por todo o país, a campanha nacional "Primavera de Livros", a propósito do Dia Mundial do Livro. Sob o lema UM LIVRO, UMA ROSA, as Bibliotecas dos Institutos de Cultura Estrangeiros em Portugal - British Council, Goethe-Institut, Instituto Cervantes, Instituto Franco-Portugais e Istituto Italiano di Cultura -, juntaram-se para celebrar o Dia Mundial do Livro, com oferta e venda de livros e rosas aos seus visitantes no dia 20 de Abril.


* Instituto Português do Livro e das bibliotecas
* JornalismoPortoNet
* Biblioteca Nacional
* LusoMátria
* Bibliotecas Municipais de Lisboa

HOMERO,
O PRIMEIRO POETA EUROPEU


A Ilíada, primeiro livro da literatura europeia, terá surgido no século VIII a.C., no fim de uma longa tradição épica oral extraordinário canto de sangue e lágrimas, em que os próprios deuses são feridos e os cavalos do maior herói choram, este poema de guerra em 24 cantos mantém inalterada a sua capacidade esmagadora de comover e perturbar. O título remete imediatamente para Ílio ou Ílion – Tróia – e, embora tivesse sido possível, num poema com 16.000 versos, narrar toda a guerra de Tróia, Homero isola um período de pouco mais de cinquenta dias, já na fase final das hostilidades, do qual nos descreve, em termos de acção efectivamente narrada, catorze dias. Concentra, assim, simbolicamente uma guerra de dez anos em duas semanas. Repetindo a proeza alcançada com a sua magnífica Odisseia, Frederico Lourenço oferece-nos agora a primeira tradução integral portuguesa, em verso, desta obra máxima da literatura mundial.


Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, o Pelida
(mortífera!, que tantas dores trouxe aos Aqueus
e tantas almas valentes de heróis lançou no Hades,
ficando seus corpos como presa para cães e aves
de rapina, enquanto se cumpria a vontade de Zeus),
desde o momento em que primeiro se desentenderam
o Atrida, soberano dos homens, e o divino Aquiles.


(Editora Livros Cotovia)

sábado, abril 22, 2006

dia mundial da Terra



Em 22 de Abril de 1970, 20 milhões de americanos encheram avenidas, parques e auditórios para exigirem um ambiente saudável e sustentável. Denis Hayes, o coordenador nacional, e o seu staff juvenil empreenderam massivos rallies de costa a costa. Milhares de colégios e universidades organizaram protestos contra a deterioração do ambiente. Grupos que tinham lutado contra derramamentos de petróleo, poluição, esgotos, entulhos tóxicos, pesticidas e extinção da fauna, compreenderam subitamente que compartilhavam valores comuns.
A Earth Day Network está a lançar uma campanha global intensiva para o dia 22 de Abril de 2006 a fim de construir una força pública de acção imediata para a mudança climática global, assim como para promover soluções para o problema.



Hoje, os problemas continuam a verificar-se, o "buraco do ozono" torna-se cada vez mais preocupante, mas, individualmente, as pessoas criam mudanças de hábitos, tendo em vista um ar mais limpo, uma água mais limpa e uma defesa mais eficaz de espécies em extinção.

Esta pequena ideia de comemorar o dia, serve principalmente para mostrar estas quatro imagens de sonho do nosso querido planeta azul.













Li algures que, se um dia, a Terra se "sentir" verdadeiramente ameaçada, ela própria irá defender-se, quer o homem queira quer não. "Adivinha-se" facilmente que as forças da Natureza, ou qualquer outra "força" inteligente, "admitirá" a destruição da sua harmornia, só até certo ponto...
Para que mais artistas, como Peter Paul Rubens, possam continuar a deslumbrar-nos com obras com a grandiosidade desta "Union of Earth and Water"...

sexta-feira, abril 21, 2006

crise



Será que temos consciência de que o mundo está a atravessar uma enorme crise de identidade?

Parece que tudo está a acontecer rapidamente, mas sem uma direcção clara.

Perguntamos: "Quem sou eu relativamente a tudo isto?"

Nada é mais evidente na sociedade de hoje do que o passo urgente de mudança na vida das pessoas. Os relacionamentos, as carreiras, as situações a que nós chamamos "lar", saúde, e, de facto, as circunstâncias mais importantes das nossas vidas, quer pessoal e globalmente, parecem estar a mudar dramaticamente nestes dias e nestes tempos.

O mundo está num ponto de viragem decisivo.

Por um lado, a ameaça latente duma guerra com o Irão que colocaria em risco o próprio planeta, por outro lado os massacres e atentados diários que vão dizimando centenas de pessoas. O poder e a ambição dos governantes volta a fazer-se notar mais acentuadamente, construindo barreiras no relacionamento dos povos, e extremando as suas caracteríscas e os seus pontos de vista.
Como diz Shakti Gawain: "Visualizar a paz mundial - ou qualquer outra coisa - só resultará se estivermos dispostos a fazer um trabalho de consciencialização pessoal que lhe sirva de base... Em última instância, para termos uma vida de paz e criarmos um mundo de paz, é imprescindível que comecemos a lançar os alicerces da paz dentro de nós mesmos."

Isto faz-me pensar no que se passa com o povo norte-americano e com a cada vez mais baixa popularidade do seu presidente.
A mudança pode não ser uma utopia. Pode bem ser uma realidade, a curto ou médio prazo, inevitável.
Marianne Williamson, numa das suas obras, afirma: "Uma coisa, no entanto, é certa: nós somos a geração da transição. As escolhas importantes estão na nossas mãos. As gerações futuras vão saber quem nós fomos. Elas vão pensar muitas vezes em nós. Elas vão amaldiçoar-nos ou abençoar-nos."

quinta-feira, abril 20, 2006

os esgotos dos lisboetas


video

quarta-feira, abril 19, 2006

parar

Nos dias que correm, qual de nós não ouviu já esta expressão: "O tempo voa... o tempo está a passar tão depressa!..."
Ao fim e ao cabo, todos nós "sentimos" isso! O tempo "passa a correr"...
Há dias, deparei com um livro que abri ao acaso e verifiquei que falava disso mesmo. A vida de hoje, os seus compromissos, responsabilidades, exigências, não dão descanso.
A vida é uma correria para aqueles que lutam pelo sucessso.
A vida nas grande cidades obriga a um vai-vém constante, a uma "falta de tempo" para se conseguirem cumprir horários comprometidos.
Todos temos a consciência perfeita que precisamos fazer uma pausa durante o dia. Precisamos parar, uma ou outra vez, sentarmo-nos, tomar um sumo, relaxar, e deixar o ponteiro maior do relógio dar uma voltinha...


O que é que dizia aquele livro de David Kundtz... numa página em que tentava explicar este fenómeno que, por vezes, nos surpreende?

"Um facto espantoso é que os objectos que se deslocam à velocidade da luz não sofrem a influência do tempo. Por outras palavras, à velocidade da luz, o tempo pára! Os cientistas asseguram-me que estas afirmações são verdadeiras e rigorosas. Eu não pretendo compreendê-las do ponto de vista científico, mas agradam-me. E gosto particularmente de aplicá-las ao PARAR: PARAR consiste numa paragem de tempo ou numa paragem no tempo.
PARAR à velocidade da luz confirma que esse PARAR ocorre no contexto de um mundo muito rápido, que não espera por ninguém e que, se não for capaz de o acompanhar, será deixado para trás. Também vem confirmar algo que muitos daqueles que ensinam espiritualidade têm tanta resistência em aceitar: andar depressa não é necessariamente mau. Muitas tecnologias que promovem a velocidade são boas na sua essência. A história mostra que os seres humanos nunca, mas nunca mesmo, optaram pela lentidão. Quando ouço amigos meus lamentando-se de que as suas vidas se movem demasiado depressa, eles não se referem a uma rejeição total da velocidade, mas sim ao desejo de poderem despender mais tempo próprio em actividades lentas e contemplativas. O problema, claro, é que umas são em demasia e outras não são suficientes. PARAR pode restabelecer o equilíbrio.
PARAR dez vezes durante um dia muito agitado e emocionalmente exigente não se assemelha a um movimento brusco, mas sim a um fluxo suave que se vai deslocando harmoniosamente ao longo do dia. E, como resultado, já não chegará ao fim do dia sem forças, exausto e deprimido, mas sim sentindo-se lindamente e, depois de um descanso adequado, pronto para continuar com entusiasmo."
(David Kundtz in "Parar")

divulgar para ajudar

Foi a TMara que me propôs para esta espécie de corrente de divulgação, e eu "larguei tudo".
Existem centenas e centenas de associações humanitárias, dispersas pelo País e pelo mundo inteiro, umas com grande capacidade de resposta, outras mais humildes, com muitas dificuldades para realizarem o trabalho de ajuda a que se propuseram.
Nesta corrente de "divulgar para ajudar", vão aparecer imensos nomes prestigiados, que muito têm contribuído para minorar a dor e a fome em todo o mundo.
Porque todas estão empenhadas nessa tarefa gigantesca, e todas não são demais para fazer frente a esta realidade triste mas inegável.

Por tudo isto, eu vou escolher um nome pequenino mas onde se passam coisas grandes: a "Ajuda de Berço", uma associação humanitária que recolhe crianças até aos 3 anos, que foram abandonadas.
A Ajuda de Berço foi fundada em 1998, acolhe crianças necessitadas de protecção urgente, face a situações que as coloquem em risco, tais como maus tratos, abusos sexuais, pais alcoólicos ou toxicodependentes, prostituição, falta de lar ou abandono.
Basta ir ao site e confirmar o trabalho realizado.



Escolho, para dar continuidade a esta divulgação,
a BlueShell,
a eveontheclouds,
a linhas de pensamento,
a lua de lobos
e a kalinka.


terça-feira, abril 18, 2006

a "chave de ouro"

Hoje, os cientistas dizem que a Terra vive numa zona de "chave de ouro" do Sol à distância suficiente para que a água líquida, o "solvente universal", possa existir para criar as substâncias químicas da vida. Se a Terra estivesse mais longe do Sol, poderia, como aconteceu a Marte, transformar-se num "deserto gelado", onde as temperaturas teriam produzido uma superfície deserta e estéril, onde a água e o dióxido de carbono se encontram muitas vezes no estado sólido, congelados...

Se a Terra estivesse mais perto do Sol, seria mais parecida com o planeta Vénus cujo tamanho é quase idêntico ao da Terra, mas que é conhecido como o "planeta do efeito de estufa". Como Vénus está tão perto do Sol e a sua atmosfera é constituída por dióxido de carbono, a energia da luz do Sol é capturada por Vénus e, por isso, as temperaturas chegam a atingir os 900 graus Fahrenheit.

...
As leis da natureza estão concebidas de maneira a possibilitarem a vida e a consciência. Se estas leis são produto de algum arquitecto ou se são puro acidente tem sido objecto de muitos debates, em particular nos últimos anos, devido ao número esmagador de "acidentes" ou coincidências que têm sido encontradas e que tornam possíveis a vida e a consciência. Para alguns, isto é prova da existência de uma divindade que, deliberadamente, dispôs as leis da natureza de modo a tornar possível a vida e a nossa existência. Mas para outros cientistas isto significa que nós somos um subproduto de uma série de acidentes felizes.

Para apreciar a complexidade destes argumentos, consideremos primeiro as coincidências que tornam possível a vida na Terra. Nós não só vivemos exactamente na zona "chave de ouro" do Sol, como também vivemos numa série de outras zonas de "chave de ouro". Por exemplo, a nossa Lua tem o tamanho certo para estabilizar a órbita da Terra. Se a Lua fosse muito mais pequena, as mais pequenas perturbações da rotação da Terra acumular-se-iam lentamente ao longo de centenas de milhões de anos, fazendo com que a Terra oscilasse desastrosamente e registasse alterações tão drásticas no clima que a vida seria impossível.
Felizmente, a nossa Lua tem "exactamente" o tamanho que permite estabilizar a órbita da Terra, pelo que esse desastre nunca acontecerá.


Devido às pequenas forças das marés, a Lua também se afasta da Terra à taxa de 4 centímetros por ano, aproximadamente; em cerca de dois biliões de anos, estará demasiado longe para estabilizar a rotação da Terra.

De modo análogo, os modelos de computador do nosso sistema solar mostram que a presença do planeta Júpiter no nosso sistema solar é favorável à vida na Terra, porque a sua enorme gravidade ajuda a arremessar os asteróides para o espaço exterior...
Se Júpiter fosse muito mais pequeno e a sua gravidade fosse muito mais baixa, o nosso sistema solar ainda estaria cheio de asteróides, o que tornaria impossível a vida na Terra; os asteróides mergulhariam nos nossos oceanos e destruiriam a vida. Por conseguinte, Júpiter também tem o tamanho certo.

Nós também vivemos na zona "chave de ouro" das massas planetárias. Se a Terra fosse um pouco mais pequena, a sua gravidade seria tão fraca que não poderia manter o oxigénio. Se fosse demasiado grande, conservaria muitos dos seus gases primordiais, venenosos, que tornariam a vida impossível. A Terra tem o peso "certo" para manter uma composição atmosférica benéfica à vida.



Também vivemos na zona "chave de ouro" das órbitas planetárias possíveis. Curiosamente, as órbitas dos outros planetas, excepto Plutão, são todas aproximadamente circulares, o que significa que os impactos planetários são muito raros no sistema solar.

De modo idêntico, a Terra também existe dentro da zona "chave de ouro" da galáxia da Via Láctea, a cerca de dois terços do seu centro. Se o sistema solar estivesse demasiado perto do centro galáctico, onde se esconde um buraco negro, o campo de radiação seria tão intenso que a vida seria impossível. E se o sistema solar estivesse demasiado afastado, não haveria elementos de maior número atómico suficientes para criar os ingredientes necessários à vida.


Os cientistas podem apresentar numerosos exemplos para mostrar que a Terra se situa dentro de miríades de zonas "chaves de ouro". Os astrónomos Ward e Brownlee argumentam que vivemos dentro de tantas bandas estreitas ou zonas "chaves de ouro" que talvez a vida inteligente na Terra SEJA única na Galáxia, e talvez mesmo no universo. Inventariam uma notável lista de razões para a Terra ter "apenas a quantidade exacta" de oceanos, de placas tectónicas, de conteúdo de oxigénio e de calor, de inclinação do seu eixo, e assim por diante, que permitem a criação de vida inteligente. Se a Terra estivesse fora de uma só destas bandas estreitas, não estaríamos aqui a discutir esta questão.

Foi a Terra colocada no meio de todas estas zonas, porque Deus a amava?

(Texto de Michio Kaku in "Mundos paralelos"- Fotos da Net)

segunda-feira, abril 17, 2006

perdoar



Ontem, "A flor da pele" falava no seu último comentário, aqui neste blog, sobre "a sua pouca capacidade de perdão, ou entendimento..."
O que justifica, por si, este post sobre o perdão, e não só...
Cada pessoa tem um mecanismo interno que regula o ritmo do seu crescimento.
A consciencialização passa por reconhecermos a nossa condição humana, compreendendo e aceitando as nossas capacidades e as nossas limitações. Quanta gente procura, nos dias de hoje, uma mudança nos seus hábitos, nas suas atitudes, no tratamento com os demais? E quanta gente se fica pelo caminho, não conseguindo encontrar um processo coerente que vá de encontro às suas necessidades mais íntimas... Por natureza, qualquer pessoa teme o desconhecido. Uma mudança de consciência implica uma alteração no seu mecanismo de apreciação e aceitação das coisas e das pessoas que estão à sua volta.

Muitos terapeutas e curadores que enchem páginas de revistas, jornais e internet, não sendo pessoas capazes e desinteressadas, falseiam a verdade da cura e levam a que muitos sentimentos recalcados se transformem noutros sentimentos, em mais equívocos e confusões mentais.
Estamos inseridos num mundo físico, onde a personalidade de cada um evolue a velocidades surpreendentes. É na percepção, na aceitação e no respeito pelos valores individuais que a mudança de consciência terá que evoluir.

Julgar o nosso semelhante não é fácil nem é uma missão agradável. Mas estamos sempre julgando. Criticamos e julgamos a todo o momento. A chave desta tendência natural é reconhecermos que, dentro do julgador está o primeiro instrumento para esse julgamento. Um instrumento que engloba a sua verdade interior, os seus sentimentos profundos, o seu bem-estar e a serenidade que se passa dentro de si. Com este instrumento, o perdão surge naturalmente. Através da aceitação das suas próprias carências, das suas fragilidades, o julgador aprende a aceitar as qualidades e defeitos de quem tem ao seu redor.

Para quem foi ofendido ou magoado de alguma maneira, perdoar acaba, entretanto, por acontecer mais facilmente. Mas antes de perdoarmos, podemos experimentar as mais diversas sensações de alegria e tristeza. Reconhecendo e aceitando estes sentimentos, o perdoar faz parte da nossa evolução. Começando por perdoar as nossas atitudes mais censuráveis, estaremos mais preparados para perdoar a quem nos censura.
Na verdade, o perdão funciona como tudo o resto. Querer demonstrar amor, quando ele não existe será, mais ou menos, como querer perdoar quando não se sente qualquer verdade nesse perdão. Controlar os sentimentos com a vontade nem sempre resulta. Mas amarmo-nos primeiro para podermos amar os outros e perdoarmo-nos primeiro para podermos perdoar os outros, são lições de vida que permitem reconhecermo-nos como seres espirituais...

(Imagem de DIETER FRANGENBERG - Dádiva)

sábado, abril 15, 2006

observem





video





(texto extraído da trilogia "CWG")

quinta-feira, abril 13, 2006

dia do beijo

Numa pesquisa pela Net, verifiquei as muitas dúvidas que existem quanto ao dia exacto, escolhido para a sua comemoração a nível mundial.
O "international kiss(ing) day" aparece referido, principalmente , no dia 6 de Julho, mas também o encontrei atribuído a 28 de Abril e, até, a 6 de Janeiro.
Mas, muitos bloguistas, em anos anteriores, já vêm considerando o dia 13 de Abril, como o Dia do Beijo.
Intependentemente de qual será, na verdade, esse dia, este post coloca a pergunta inevitável:
"Já beijaste alguém, hoje?"




"O beijo é uma prova de fogo.
Podemos beijar sem amor, mas nunca amar sem beijar.
Beijar é muito melhor que sexo. O beijo comprova uma fusão que nem a relação sexual, por si só, alcança. Ele é o verdadeiro teste à compatibilidade, ao entendimento entre duas pessoas. Se não funcionar, então nada mais resultará.
Pode sempre querer-se menos, prazeres menores, menos exigentes. Mas o beijo vem lá de dentro, sem rédeas, e ou atravessa o corpo, como quem diz “apanhei-te”, ou não ultrapassará nunca a primeira camada da pele.
Já se inventaram muitas formas de beijar. Cada cultura tem a sua, à imagem do seu próprio conceito de intimidade. O beijo romântico também mudou ao sabor dos costumes, hoje, menos regrados, menos censurados. O beijo é, agora, um abraço entre lábios, línguas e permite-se viajar livremente pelo corpo. Podemos, é verdade, beijar por inércia, sem amor, mas jamais poderemos amar sem um beijo. Ele é a peça, o motor, o princípio e o fim desse mistério. O sustento ou a falência da nossa capacidade de nos intersectarmos com um outro."
(Máxima)

O blog "Simplesmente eu!" faz uma descrição muito interessante sobre o beijo relacionado com cada um dos signos. Para quem quiser saber como o "seu signo" sabe beijar, é só dar uma leitura naquele post.
No entanto, para os capricornianos, como eu, a descrição é bastante clara e elucidativa:
"O capricorniano beija meticulosamente. Começa devagarzinho, como se quisesse tomar posse do "território desconhecido"? Depois, ele vai se aprofundando mais e mais, em busca de uma intensidade cada vez maior. É um beijo prolongado, desses que roubam o fôlego e deixam um gostinho de "quero mais"?"

Mas, como se beijava antigamente?...
Na pesquisa que fiz, encontrei um site com fotos antigas. É a
"Adelia's Homepage" donde, com o devido respeito, reproduzo algumas, só em tamanho pequeno, para termos uma ideia de como se beijava nos tempos dos nossos avós.



Poetas, pintores e artistas em geral sabem disso. Captam o beijo e confirmam esse poder. Beijar é criar e desvendar um código único, uma linguagem que dispensa palavras e, ainda que se escrevam tratados e se teste em laboratório a sua química, tal só é compreendido ali, nos lábios, na pele.
(Máxima)




Um bocadinho do poema "O Beijo de Rodin" de Ana Cristina Ferreira Tarouca

Numa penumbra sem rostos
Dois corpos, um só ensejo
Um homem, uma mulher
Um só gesto, um eterno beijo.


Sem qualquer esforço, encontramos na Net meia dúzia de exemplos, onde o beijo é o motivo principal para grandes artistas de todo o mundo:










O beijo está conotado com a ternura, amizade, desejo e amor. É um “olá”, um “estou aqui” ou um “adeus”. Assinala uma ligação e é, nas suas várias formas, o gesto que espelha a natureza de uma relação.
Mas, de vez em quando, aparecem os beijos polémicos, os beijos que a imprensa explora, como este protagonizado pela Madonna e Britney Spears.



Estes preceitos, li-os na "Rear Window" e não deixam de ser curiosos:

"Hoje em dia, o beijo é a forma normal de cumprimentar. Um ou dois beijos em países europeus, três beijos em alguns países orientais.
Cumprimentemos com um beijo quando tivermos a certeza de que o beijo será recebido como algo natural, que não o estranharão. Mas em caso de dúvida, o melhor é abstermos-nos.
Em Portugal e na maior parte da Europa - excepto nas Ilhas Britânicas e nos países nórdicos é usual beijar a mão às senhoras. Trata-se de um gesto bonito que agrada a todas as senhoras, especialmente às dos países americanos ou de Inglaterra onde não é costume beijar-se a mão.
Para beijar a mão devem manter-se os pés juntos e as pernas direitas, inclinar-se levemente e ao mesmo tempo erguer a mão da senhora;
A mão não se beija, roça-se suavemente com os lábios, ou às vezes nem sequer isso, pois o cavalheiro beija o seu próprio polegar.
A regra geral é que se beija a mão às senhoras casadas, mas não às solteiras.
A mão não se beija ao ar livre nem num lugar público, como um ministério, um aeroporto ou uma estação.
Quando se trata de uma recepção, beija-se a mão à anfitriã, mas quando esta está acompanhada de outras senhoras, basta apertar-lhes a mão para evitar que a repetição do gesto se torne ridícula.
Não é preciso lembrar que a mão que se aperta ou se beija deve estar nua, sem luvas.
Tanto homens como mulheres devem fazer o gesto de beijar o anel aos altos dignitários da Igreja, como cardeais, arcebispos e bispos. Não é, evidentemente, uma obrigação, mas é uma prova de correcção e do respeito que nos devem merecer as referidas personalidades."


E esta outra referência à arte de beijar, retirei-a do site "NoivosNet" , que nos deixa com um sorriso nos lábios:

"Esta manifestação de afecto tem muito que se lhe diga. Beijar alguém no nariz, por exemplo, é chamar a discórdia. Duas crianças que ainda não falem não devem beijar-se, pois isso poderá causar distúrbios nas suas vidas sentimentais e intelectuais. Há também quem acredite que assim ficarão surdas ou mudas para semrpe (felizmente, não há o menor registo científico que suporte tais superstições). Uma jovem solteira que se deixe beijar por um homem moreno será rapidamente pedida em casamento (em Portugal, acredita-se que ao cumprimentarmos alguém "de beijinho", a jovem tem de dar dois beijos para não ficar solteira).
Por outro lado, se uma jovem trocar um beijo apaixonado com um homem de bigode e algum pêlo ficar preso aos seus lábios, estará condenada a ficar solteira para sempre... Nunca nos devemos deixar beijar por alguém que está atrás de nós, o que implica traição ou ruptura (numa clara alusão com o beijo de Judas, que traiu Jesus."




Sei do teu sorriso
quando me aninho no teu colo
a cada manhã quando te beijo
E sei da tua vontade de correr
até aos cantos dos meus lábios
Prolongando no espaço o teu corpo,
enquanto, absorto, me desejas...


(Cristina Fidalgo)

quarta-feira, abril 12, 2006

semana santa


O cristão vive a sua semana santa. Relembra os factos históricos, promove rituais, relê passagens , capítulos dos seus livros santos.
Este ano, particularmente, retive dois episódios, em locais completamente diferentes, como é óbvio: um concerto musical promovido na sexta-feira santa e um baile agendado para o sábado. As reacções não se fizeram esperar. Esta manhã, a TV mostrou um padre a considerar o tal concerto como um acto de terrorismo.
Em tudo na vida, e em todas as épocas, sempre houve e haverá contestações.
A vida é um fluxo. Qualquer momento é um momento. E cada vez mais, o homem manifesta-se contra a corrente da vida. Sabemos que a nossa mente é uma máquina que se move na certeza das coisas. A mente adquire padrões e esses padrões são o seu sustento. O ego agiganta-se à medida que a mente o vai alimentando.
A contestação tem o seu lugar saudável. A evolução faz parte do processo e, muitas vezes, há que repôr hábitos e comportamentos que acelerem essa evolução. Ao mesmo tempo que a mente quer e vive de certezas e de tudo o que é visível e palpável, a outra parte de nós guarda e aceita o que não vê. O que faz a vida acontecer, no seu todo, são os factos que se opõem. A existência existe na dualidade daquilo que é e não é.
Neste ponto, chegamos ao início do conhecimento. Se a mente não aceitar uma das partes, o conflito marca sempre presença.
A vida, nesta bolinha azul encaixada no espaço, coexiste numa dualidade básica. A vivência dum momento mágico e único só se torna possível dentro dessa dualidade.
O mais difícil para o homem é aceitar o oposto. Aceitar aquilo que não gosta. Aceitar aquilo que fere. Aceitar aquilo que desconhece. Aceitar aquilo que lhe diminui o ego. Aceitar aquilo que faz o seu semelhante maior que ele próprio.
Aceitar conduz a um estado de ser. Um estado de ser conduz à aceitação.
Compreender e aceitar a diferença traz certamente alegria a uma semana santa. Uma semana santa só pode fazer sentido se o respeito pelo oposto existir pacificamente. Se o negativo e o positivo coexistirem. Se a inspiração der lugar à expiração. Se o tudo se manifestar livre e abertamente.
A vida é um fluxo. O Amor é um fluxo. O universo é o palco ideal para toda e qualquer manifestação pacífica. Aqui e agora.

domingo, abril 09, 2006

as 18 relembranças

No passado dia 29 de Março foi lançado, nos EUA, o livro que Neale Walsch anuncia como sendo o último que publicará, referente à série "Conversas com Deus".

Já me referi a ele num outro post, a propósito deste lançamento que, talvez daqui a meses, poderá ser traduzido para português.

"HOME WITH GOD in a Life That Never Ends…" descreve com extraordinário detalhe os três estágios da morte, e oferece uma lista de "18 Lembranças Acerca da Vida e da Morte".

Foram estas 18 lembranças que me levaram a construir ESTE VIDEO, tentando, de algum modo, tornar a mensagem um pouco mais atractiva.

Tirei-lhe a parte sonora para se tornar mais rápido a abrir, e espero que gostem tanto de ver, como eu gostei de o fazer...


sábado, abril 08, 2006

atlântida longínqua



Milhares de anos após ter submergido nas profundezas frias e escuras do oceano Atlântico, o continente insular da Atlântida continua sendo um dos mistérios mais intrigantes da História.

A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.

Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha mas sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até ao Norte do Brasil.

Pressupõem que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios, que viviam num continente no Oceano Pacifico, aproximadamente onde hoje se situa o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terramotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo. A terceira destruição não foi determinada por causas naturais.

Na primeira destruição, em torno de 50.000 a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava próximo a Groenlândia (Groelândia), em decorrência da acção dos vulcões e terremotos.

A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que ligava o continente Atlante à América do Norte.

E a terceira foi exatamente esta, onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, numa só noite, afundando-se no mar, restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.

Actualmente, as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história.

Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceites. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefactos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e inter-relacionados; e outros monumentos até hoje é um enigma.

Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.

Os historiadores não acreditam que um continente possa ter afundado numa noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar, perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Actualmente foram encontradas ruínas de uma civilização que também afundou perto da China.

As pessoas têm que se consciencializar de que em todas as civilizações em que a moral ruiu, ela começou a extinguir-se, e actualmente vemos isso na nossa civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial, logo se ela ruir, vai decair todo o mundo.

Então, o mais importante nessa história da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para que nós não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu.

Extraído daqui

sexta-feira, abril 07, 2006

dia mundial da saúde


Hoje vim "observar" o interior do corpo humano. Circulo pelas suas artérias, visito órgãos, ossos e músculos, páro em cada estação e contemplo, abismado, a azáfama e o trabalho contínuo e seguro de cada membro daquela comunidade. Encanta-me o colorido, o som cativante, a plenitude e a harmonia. "Vejo" cada partícula numa alegre e controlada missão, dia e noite, com um objectivo comum, sem hesitações, sem um esgar de esforço, com um sorriso permanente. Tudo funciona. Tudo vive. Tudo vibra.

Dentro dum corpo humano, estou perante a perfeição.
Li algures que Deus criou esta perfeição para que vivesse eternamente. Para que funcionasse da mesma forma, para todo o sempre. Qualquer alma que "o não quisesse" mais, bastar-lhe-ia "deixá-lo", "dá-lo", ou "recriá-lo"...
Deus não criou o corpo humano com defeito. Não o criou para que ele "funcionasse" somente por uns míseros anos...

O que aconteceu, então?... Todos sabemos. Basta "olharmos" o ar que respiramos, os líquidos que bebemos, os animais que comemos.
O homem polue o ar e a água, utiliza produtos químicos que passam para as plantas e animais, cultiva drogas para consumo, álcool para beber...

Não é difícil compreender como e porquê, se chegou aos nossos dias, com o "corpo" que temos...




A saúde é o bem maior, nesta vida física.
Todos os governos de todas as nações deveriam, "conscientemente", dar prioridade absoluta à saúde das suas populações. Sem contemplações ou hesitações, a área da saúde deveria ser a primeira, no propósito de se banirem as doenças, de se partilharem investigações e descobertas.

Hoje, comemora-se o "Dia Mundial da Saúde".
Será um simples dia comemorativo, que unicamente vem lembrar as muitas pessoas que morrem, diariamente, por falta dessa saúde.


O Coliseu do Porto celebra "Dia Mundial da Saúde" com Luís Represas e João Pedro Pais a cantarem a favor de crianças com cancro.


A recolha de mais de 65 mil assinaturas reivindicando a construção de um Hospital no Seixal deu lugar a um largo consenso social e político.

Para assinalar o Dia Mundial da Saúde, a ESS organizou uma conferência subordinada ao tema Papilomavírus humano - HPV, que se realizou no dia 7 de Abril de 2005 no auditório da ESTG. O HPV é uma doença sexualmente transmissível que está associada à multiplicidade de parceiros.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou-se alarmada com os riscos sanitário e nutricionais que a estirpe H5N1 do vírus da gripe das aves representa para a população da Faixa de Gaza.

E encontrei, na nossa blogosfera, o Eclético a falar dos olhos e da Iridologia, a Su pensada a achar a maior graça ao VIVER, a eveontheclouds com a "Arte de não adoecer" - temas bem a propósito deste dia tão especial.




quarta-feira, abril 05, 2006

ser e fazer



terça-feira, abril 04, 2006

Maya Angelou

Maya Angelou é talvez a figura mais vibrante da poesia contemporânea nos Estados Unidos. Nascida no dia 4 de Abril de 1928, foi violentada pelo namorado da mãe quando tinha 7 anos. Aos 17, tornou-se mãe solteira ao dar a luz ao seu primeiro filho, numa época em que, obviamente, isso não era visto com naturalidade. No mesmo ano, tornou-se a primeira motorista negra de autocarros (streecars) em São Francisco, Califórnia. Foi também cozinheira e cafetina até, finalmente, entrar no meio artístico, a princípio como dançarina e cantora em um cabaret. Nos anos 50, já usando o pseudônimo Maya Angelou, ela afirmou-se como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como Porgy and Bess, Calypso Heatwave, The Blacks e Cabaret for Freedom.
Nos anos 60, começa a escrever suas próprios peças teatrais. Na década seguinte, já um nome conhecido nos meios culturais, publica livros de poesia, trabalha também como narradora, entrevistadora e apresentadora em vários programas de televisão e teatro sobre a situação do negro nos Estados Unidos.
Nos anos 80, publica vários livros de poesia e uma série autobiográfica que atinge consagração quase instantânea, colocando-a na lista de best-sellers por vários meses, um feito até então inédito para uma mulher negra. Recebe a premiação Emmy da televisão por sua atuação na série Raízes, sobre a história do escravidão na America do Norte.




Nos anos 80, a convite de Bill Clinton, prepara um longo poema (On the Pulse of Morning) que lê na cerimônia de posse do presidente, outro feito inédito. Recebe o Grammy de melhor texto recitado pela leitura de seu poema na posse presidencial.
Maya mora hoje em Winston-Salem, Carolina do Norte, onde trabalha como professora convidada da universidade local e escreve seus poemas fora de casa, num quarto alugado de hotel, único lugar onde, segunda ela, ainda consegue o isolamento que precisa para escrever. É justo dizer que, hoje, nenhum outro poeta contemporâneo nos Estados Unidos pode ser comparado à popularidade que Maya Angelou conquistou, feito este amplamente atestado pela grande venda dos seus livros de poesia.

Um excerto do poema "Ainda assim, eu me levanto":

Minha sensualidade incomoda?
Será que você se pergunta
Porquê eu danço como se tivesse
Um diamante onde as coxas se juntam?
Da favela, da humilhação imposta pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se como a maré.
Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de meus antepassados,
Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.

domingo, abril 02, 2006

a mentira de ontem

Que me perdoem todos: os que tiveram a "pachorra" de ler a história, a polícia envolvida, a "esquadra do salão oval", o tenente-coronel e a simpática jovem dos olhos doces, os habitantes de Benfica que não vão ter parque de estacionamento nenhum naquele "baldio" em frente à estação... que me perdoem também os blogueiros e os que me comentaram, em particular, porque não vão receber postal de agradecimento nenhum, nem eu vou recuperar os 60 euros da multa que paguei naquele dia 18 de Fevereiro - único facto verídico desta história...



Foi uma brincadeira apenas e muitos "toparam-na" ao longo da leitura...

Para dar um passo na direcção das coisas sérias, lembremos em conjunto:

Atenção ao que estamos a fazer hoje.
Atenção ao que estamos a pensar hoje.
Atenção ao que estamos a dizer hoje.
Cada momento da nossa vida é um momento único, uma dádiva, um momento da criação.
Cada momento é um recomeço do comportamento de cada um de nós.
Nada é igual ao que ontem foi. Até o nosso corpo já não é exactamente o mesmo.
Estamos a renascer todos os dias.