Lisboa,

quinta-feira, março 03, 2005

os meus 50 +

Actualizei finalmente a lista de filmes da minha preferência.
Falar de cinema é falar de sentimentos, de gostos, de estados de espírito, até.
Quantas vezes, lemos duas críticas de homens preparados para o fazer, e acabamos por deparar com duas formas de ver cinema. Frequentemente, duas formas que obrigam a gostos distintos. Daí que o cinéfilo se interrogue sobre a qualidade dessas apreciações ou sobre quais as devidas formas desse trabalho se efectuar, de modo a que uma obra não seja tão frequentemente atirada para patamares extremos de aceitação.
Os processos narrativos e expressivos no cinema sofreram evoluções, como tudo o que é arte evoluíu ou, visto de um outro ângulo, teve (e continua a ter) transformações que espicaçam a sua beleza natural.
O cinema é uma linguagem universal. Quando se pede a um cinéfilo que nomeie os seus 30 ou 50 melhores filmes de sempre, é certo que mais de 50% dos títulos aparecem na maioria dessas nomeações.
Isto só prova a consistência da sua feitura e a eficácia dos seus valores estruturais. O cinema foi, ao longo dos tempos, exposto ao súbito aparecimento de novas e espantosas invenções. Aquilo que Marcel Martin chamava "a alma das imagens" esteve, muitas vezes, ameaçado em tornar-se medíocre ou menor. Com o aparecimento da televisão, o cinema chegou a "ter os dias contados" e muitas alterações foram efectuadas em todo o mundo para evitar que "a grandeza" implodisse, subitamente, no meio de tanta "loucura". O bom senso e a realidade transformaram os grandes estúdios cinematográficos, e a profusão e a enormidade das salas existentes deram lugar aos estúdios mais acolhedores, primeiro, e às confortáveis salas dos grandes centros, depois. O cinema de autor, o cinema das "estrelas", o cinema-linguagem, o cinema "estético" tornou-se adulto, audaz, abrangente, realista.
Hoje, por todo o mundo se faz cinema. Nuns países, protegidos por prioridades políticas, faz-se muito e bom cinema. Noutros, com políticos menos atentos, continua a produzir-se pouco e de qualidade discutível.
Contudo, está longe o cinema descoberto, em 1895, pelos irmãos Lumière.
Nesse tempo, Lumière tinha simplesmente a intenção de reproduzir a realidade do dia-a-dia em pequenos filmes "caseiros".
Nesse tempo, não havia os efeitos visuais e os efeitos sonoros que a técnica informática permite agora realizar!...

7 Comentários:

At março 04, 2005 12:26 p.m., Blogger Manuela Neves diz...

Pois é. Mas há filmes muito bons agora. Têm é que se saber escolher. Olha amigo se me permites a pergunta: RECEBESTE A MINHA PRENDINHA? Não disseste nada. Ao menos diz que não gostas, tá? Abraço. BOM FIM DE SEMANA e vem tomar 1BICA.

 
At março 04, 2005 5:02 p.m., Blogger BlueShell diz...

Gosto de cinema...mas não sou boa "crítica cinematográfica"...
Claro que uma selecção é importante...senão...
Venha tomar um chá...se não se der bem com o café. Às vezes op café "atira a vesícula"...
Desculpa lá Aluena, ....jinho para ti também.
Jinho imenso aqui da BShell

 
At março 09, 2005 2:47 p.m., Anonymous Anónimo diz...

Muito boa selecção! Acho que só lhe acrescentava "Era uma vez na America" e um ou outro dos Monty Phyton. "India Song" não conheço...

 
At março 13, 2005 11:45 a.m., Anonymous Anónimo diz...

Acho que é uma boa selecção, apesar de não ter visto alguns dos filmes indicados. No entanto, existem filmes actuais que ainda conseguem sobreviver, de certa maneira, à "onda comercial", sendo igualmente muito bons...

sunnyday

 
At fevereiro 03, 2007 5:54 p.m., Anonymous Anónimo diz...

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