Lisboa,

sábado, outubro 11, 2008

bagas ao quilo



Só uma luz ilumina
Todo o murmúrio da fonte
O cantar que tudo anima
dá amor pr'além do monte

Chegada a hora da fome
Saciada que está a dor
Todo o corpo reage e come
um manjar feito de amor

Duas águas, dois amores
duas tertúlias singelas
dois pratos com duas cores
duas ginjinhas com elas

Nem eu nem tu nem ninguém
ousaria acreditar
que uns versos sem um vintém
tivessem aqui lugar

Mas a chama cospe fogo
o fogo arde em paixão
A paixão também é jogo
Um jogo de sim e de não

Com isto e com mais aquilo
vamos sonhando o entrudo
pesando as bagas ao quilo
Somos o peso de tudo


(Amaral Nascimento)

7 Comentários:

At outubro 12, 2008 11:08 da manhã, Blogger Sei que existes diz...

Ora aqui está um poema bem engraçado!
Beijocas grandes

 
At outubro 12, 2008 1:26 da tarde, Anonymous Ana Paula diz...

Olá querido Amaral, adorei ver que estiveste por cá! Não percebi bem estas palavras, fiquei confusa, mas...sempre me sinto bem ao ler-te. Falas num jogo, ou, do jogo de sim e não...da paixão, claro está! É, sempre foi, sempre será! Beiiijjiinnhhoossss e volta mais vezes.

 
At outubro 13, 2008 4:07 da tarde, Blogger tb diz...

Um poema do tudo e nada de que é feita a nossa vida. :)
Muito bom!
abraço

 
At outubro 14, 2008 9:36 da manhã, Blogger Paula Raposo diz...

Eu cá sempre gostei da tua veia poética!! Beijos.

 
At outubro 16, 2008 8:23 da tarde, Blogger Papoila diz...

Somos...
Bagas de vida

Beijos Amaral
Gosto de te voltar a ler assim

BF

 
At outubro 17, 2008 8:27 da tarde, Anonymous Elsa diz...

É com uma enorme satisfação que te volto a "ler". Obrigada

 
At outubro 17, 2008 10:04 da tarde, Blogger ci diz...

Sonhar...:)

beijo da ci

 

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