Lisboa,

domingo, fevereiro 01, 2009

mudar


Uma relação que já não traz felicidade ou bem-estar para um dos parceiros é uma relação que não o completa nem o deixa evoluir como ser humano.
Nada justifica que alguém viva uma vida de mentira ou de sujeição!
E não há idades para alguém decidir mudar... Aos vinte ou aos cinquenta anos de idade, qualquer uma serve para decidir uma reviravolta na realidade que é o dia-a-dia que deverá trazer paz interior, alegria e bem-estar...
As relações que falham devem ser assumidas. Sejam quais forem as razões, a aceitação e o respeito mútuos deveriam existir para ajudar a superar os problemas sociais e familiares que uma decisão desta natureza vem ocasionar.
Sabemos que nem sempre acontece o bom senso. Sabemos que, atrás dos problemas, aparecem as acusações, a culpa, os interesses camuflados, o medo, o ódio miudinho...
E sabemos que, para evitar o aparecimento de tais problemas, há quem não tenha coragem para mudar e prefira... o deixa-andar!...


(Imagem da Net)

14 Comentários:

At fevereiro 01, 2009 2:55 da manhã, Anonymous Anónimo diz...

É sempre mais cómodo e confortável o "deixar andar", difícil é mudar ou pelo menos é o que se pensa... porque nos agarramos ao que temos, como se isso fosse o melhor, em vez de pensarmos no que poderemos estar a perder se arriscarmos na mudança...
O que realmente custa é dar o primeiro passo!...

 
At fevereiro 01, 2009 9:59 da manhã, Blogger Paula Raposo diz...

Como sabes o deixa andar nunca foi a minha especialidade! E posso dizer que as atitudes que tomei foram tomadas na hora certa. Muitos beijos.

 
At fevereiro 01, 2009 11:43 da manhã, Blogger frAgMenTUS diz...

o conformismo na dita "paz podre" é ilusão, p isso, não é salutar!

doi romper com o passado, mas se for em prol da verdd na crença da felicidade, então vale a pena...e até há casos em q as pessoas se casam 2ªvez uma com a outra (o mesmo casal), num rencontro mt unico e especial.

bj e bom domingo

 
At fevereiro 01, 2009 1:15 da tarde, Anonymous Ana Paula diz...

Mudar...
Quebrar aparências, vazios, rotinas que se tornaram individuais, silêncios, e sempre algumas mágoas camufladas de conformismo...
Não é fácil!!!
Mas, é libertadora a sensação de deixar, largar e seguir em frente.
Todos temos um dever para com a vida que nos foi concedida, sermos felizes!!!
O mundo não acaba, a vida não pára, pelo contrário...a perspectiva transforma-se em janelas abertas cheias de luz e esperança.
Comodismo, não combina com força de viver.
Beijos lindos Amaral, bom domingo.

 
At fevereiro 01, 2009 3:49 da tarde, Blogger Je Vois la Vie en Vert diz...

Deixar andar não, mas lutar sim porque às vezes é uma questão de diálogo, de compreensão, de respeito mútuo mas quando não dá, então talvez seja a solução a separação mas com CIVILIDADE sem MESQUINHEZ.
Quando existem crianças no meio, continuo a dizer que é uma situação perturbante para eles e é preciso muito cuidado para resolver a situação.
Nunca passei por uma experiência extrema mas "nunca digas nunca", é esta a minha maneira de ver as coisas...também tenho um óptimo relacionamento/entendimento com o meu marido e não precisamos de muito para sermos felizes e fomos nos moldando e mudando para vivermos em harmonia.

Beijinhos verdinhos

 
At fevereiro 01, 2009 7:50 da tarde, Anonymous cõllybry diz...

Passa-se tempo a adiar,e a complicar o que poderia ser depois uma relação de amizade e bem para os pequenos...
Tão importante a harmonia...

Tem presente, doce beijo

 
At fevereiro 01, 2009 8:53 da tarde, Blogger Su diz...

mudar...basta de acomodação


jocas maradas

 
At fevereiro 01, 2009 9:11 da tarde, Anonymous Ana Paula diz...

Ao meu comentário deveria ter acrescentado, que passei por essa situação. Que os filhos existiam. E que, não sendo fácil, dei o passo e sobrevivi. Os filhotes, esses, nunca deixaram de ser a preocupação maior, desde à quase 7 anos, são a minha maior prova de que em tempos, tomei a decisão mais acertada.
Mil beijos de carinho.

 
At fevereiro 02, 2009 1:05 da manhã, Blogger Desconhecida diz...

Mudar cansa, dá trabalho.
Ter que alterar rotinas, hábitos, costumes, ter que alterar toda uma vida pode ser arriscado.

Nem todos têm coragem de mudar, porque de facto para mudar é preciso coragem. Coragem para ser feliz, coragem para viver a vida,coragem para nos ouvirmos e coragem para correr atrás do que queremos.no fundo, coragem para deixar de ser amorfos...

Depois de "uma vida" de quase vinte anos, tomei coragem, dei o "grito", enchi-me de coragem, e contra o espanto de todos(por deixar uma vida estável,já feita e programada até ao fim dos meus dias)agarrei o sonho de mudar de vida.

Viver, não é sobreviver...Ser feliz é correr atrás do que acreditamos.Sempre!

um beijo

 
At fevereiro 02, 2009 12:11 da tarde, Blogger tulipa diz...

Amigo Amaral

tema controverso e polémico este.

Mas, há um ditado que diz: "quem está dentro do convento é que sabe o que lá vai dentro"
Por isso, sempre que se fala neste tema, as pessoas saltam a dar as suas opiniões e para quem já passou por uma mudança dessas, lógico que vem dizer:
Não custa nada, etc. e tal.

Mas, não é assim tão fácil como dizem e por vezes nem é o ser fácil é outras complicações inerentes a cada situação.
Cada caso é um caso!!!

Aproveito para te agradecer as lindas palavras de apoio e carinho que deixas para a Tânia.
És um querido!
Abraços.

 
At fevereiro 02, 2009 3:23 da tarde, Blogger tulipa diz...

A Tânia teve dois AVC's,
está em coma.

A Tânia está, neste momento, como há 3 semanas atrás, faz hoje mesmo...repete-se tudo...
no bloco operatório.

Vão fazer uma cirurgia à cabeça para estancar uma hemorragia.
O RX que fizeram mostrou-lhes um "coágulo feio", foi assim que os médicos disseram aos Pais.

Os neurocirurgiões disseram aos pais que só sabem como vai correr depois de abrir a cabeça e que esta é a última esperança.

Vamos rezar para que corra bem.

 
At fevereiro 02, 2009 5:58 da tarde, Blogger Martini Man diz...

Grande Amaral...

Hoje deu-me para isto: Abro o velhinho Citizen Zuko num mes ao calhas, reencontro o que por lá escrevi, revejo quem me comentou e, tal como noutras vidas, antes das mudanças, visito-os e comento.

É um prazer ver-te sempre a Escrever, Amaral.

Mudei, como sabes, e se há coisas de que hoje me orgulho é de poder olhar para de quem me mudei e continuar a ver nela uma amiga, que sempre foi. Se não tivesse mudado, não sei se hoje o conseguiria fazer.

Ás vezes é necessário mudar para as coisas ficarem no seu sitio.

Abraço

 
At fevereiro 02, 2009 6:18 da tarde, Blogger Jonice diz...

Quando agimos regidos pela pretensão de conter o fluxo da vida criamos situações que nos impedem de seguir com ele, e enquanto vivenciamos o estado estagnado, deixamos de crescer e consequentemente damos e recebemos muito menos do que temos potencial para fazer. Um rio não se apressa nem se retem. Devemos sempre seguir os rios que são nossas vidas cuidando-nos e cuidando aos outros, sempre com o mesmo carinho. Nos relacionamentos, fazemos sempre assim no começo, e portanto, se virmos seu fim perante nossos olhos, é assim que devemos fazer também.

Boa semana, mon ami. Beijo :)

 
At fevereiro 04, 2009 2:07 da manhã, Blogger Caracoleta diz...

É bem verdade. A primeira responsabilidade que temos é para connosco próprios. A responsabilidade de sermos felizes. O nosso coração é livre. Que consigamos calar todos os ruidos para escutar apenas a sua voz... e que tenhamos sempre a coragem de o seguir. Essa é a única forma de realmente viver e não apenas existir. E os nossos filhos merecem de nós esse exemplo. Como eu costumo dizer.. a separação de um casal não é um drama.. o drama é a imaturidade emocional e espiritual de quem não consegue aceitar o fluxo natural e incontível da vida. Um beijo!

 

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