Lisboa,

quinta-feira, julho 23, 2009

uma das lições

A beleza da lição (L188) reside no facto de nos dar um vislumbre, entre muitos outros no UCEM, do que é realmente a verdade: a luz que a todos abraça como um, já que a separação é uma ilusão. O que ainda vemos são projecções fragmentadas do único Filho de Deus. A forma de aprender que a separação nunca ocorreu é perceber, acima de tudo, que não há interesses separados. De facto, a ideia essencial nos nossos relacionamentos, em tudo na vida, é aprender a ser altruísta, desinteressado, não de forma que exija sacrifício, não de modo a que tenhamos que dar algo, mas generoso no entendimento que queremos que o eu único, individual, especial, seja suplantado. Se sentirmos sacrifício envolvido, então estamos no caminho espiritual errado e não aprenderemos nada.

Sabemos que a paz de Deus brilha em nós, quando somos capazes de olhar os outros e não tomar partidos, quando já não vemos vencedores e vencidos, vítimas e opressores, bons e maus. Ao aceitares esta paz interior, deixa de existir o eu que dá, o eu desaparece e a paz flui através de ti. Sem esforço envolvido; a dificuldade só resulta do nosso medo da verdade e da nossa necessidade de perpetuar este eu. A verdade é não dualista.

“Senta-te quieto e fecha os olhos. A luz dentro de ti é suficiente. Só ela tem o poder de te dar a dádiva da vista. Exclui o mundo exterior e deixa que os teus pensamentos voem para a paz interna. Eles conhecem o caminho. Pois pensamentos honestos, intocados pelo sonho das coisas do mundo exterior a ti, tornam-se os santos mensageiros do próprio Deus.” (L188. 6:1-6)

Não necessitamos de fazer nada, só precisamos de ficar quietos e ao estarmos nas nossas mentes-correctas os nossos pensamentos estarão automaticamente alinhados.

Uma das formas de atingir essa quietude é prestando atenção a todo o ruído e tagarelice na nossa mente, o “trovão daquilo que não tem significado” (Lição 106. 2:1). A ideia não é debater-se ou lutar contra o ruído, ou mesmo desligá-lo, mas recuar e calmamente observar essa tagarelice e dizer “ ora, aí estou eu a fazer uma grande algazarra outra vez. Ora, aí estou eu a arranjar culpa, a inventar histórias, a maquinar vingança e a fazer todo o tipo de julgamentos. Obviamente, é porque tenho medo da quietude; tenho medo da luz”.

Na quietude da luz, a nossa existência individual não consegue sustentar-se, pelo que erguemos um véu sobre a Unidade e a luz universal usando a fragmentação, separação, julgamento e ataque.

Reflectimos a Unidade ao ver que todos partilhamos o mesmo propósito e a mesma necessidade de acordar do sonho da separação. A visão surgirá sempre que escolhermos ser esse único Filho e esse único universo; nesse instante santo o mundo desaparece, no conhecimento; nesse estado de espírito, conhecido no UCEM como mundo real, olhamos para o mundo e, apesar de vermos o que os olhos de todos vêem, sabemos que o véu da separação não tem o poder de esconder a verdade dessa visão interna: que todos somos de facto um.

(Um curso em milagres)

5 Comentários:

At julho 23, 2009 12:42 da manhã, Blogger Paula Raposo diz...

Interessante leitura. Não estou nem perto dessa compreensão. Beijos.

 
At julho 23, 2009 1:18 da manhã, Blogger Conceição Duarte diz...

O importante meu amigo é sempre percebermos as coisas. Saudades de tu!

Um beijo, CON

 
At julho 23, 2009 11:47 da manhã, Blogger Cláudia diz...

Muito muito bom Amaral! E pensar que quando falámos em ucem tu disseste que não sabias se estavas preparado.Estás mais do que preparado para o entender e pôr em práctica.E eu, que dizia que ia comprar o livro, e meter-me a fundo, acabei por cruzar-me com outros livros, que levam ao mesmo caminho, pois somos um, mas ainda hoje quando vou á Fnac hesito sempre em trazer esse tesouro para casa ou não.Convenceste-me de vez.Vou encomendá-lo, pois já perguntei e em Albufeira onde agora vivo, só por encomenda...Obrigada meu querido.Beijos.

 
At julho 23, 2009 4:47 da tarde, Blogger Brisa do Mar diz...

E nessa quietude te leio, e sinto que a tua Luz brilha mais que nunca... É contagiante!
Fica Bem, bjos,eu vou passando por cá.

 
At julho 23, 2009 11:44 da tarde, Anonymous Ana Paula diz...

Olá....
Sinto-me tão distante dessa pureza, desse sentimento de tranquilidade.
Por vezes, é como se andasse de volta do mundo, sem conseguir enxergar a linha de partida....logo, sem perceber a recta final igualmente.
Ando dispersa....por entre tantas verdades.
Mil beijinhos amigo, aqui, sempre encontro um pouco de ar e consigo, relaxar por instantes, ainda que não entenda a totalidade e abrangência de todas as tuas palavras.
Bigadooo

 

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