Lisboa,

segunda-feira, agosto 17, 2009

lágrima que não secou

Serão as estrelas que ferem
será o azul que é demais
será o negro da escuridão
que escondem os meus ais

Será o som da tua voz
serão os teus lábios cerrados
será o torpor da tempestade
que trazem meus olhos molhados

Serão as nuvens que trovejam
será o vento que enlouquece
será o vazio que me deixaste
que até meu corpo enfraquece

Serão os teus olhos fechados
será a lágrima que não secou
será o mundo já longínquo
que o entusiasmo levou

Será tudo isto e muito mais
será o sonho e a liberdade
será que é o teu sorriso
esta lágrima de felicidade

Sorri assim sorri chorando
nesse vazio que me deixaste
foi num sonho brando e leve
que aos anjos nos levaste

(Amaral Nascimento)

3 Comentários:

At agosto 17, 2009 9:53 da tarde, Blogger Paula Raposo diz...

Muito bonito e muito triste, Amaral! Beijos.

 
At agosto 18, 2009 12:49 da manhã, Anonymous Ana Paula diz...

Olá Amaral, uma vez mais ao ler-te senti-me tocada e de certa forma...acompanhada!
É bom, tão bom...sentir, que lês silêncios e entendes palavras mudas que ensurdecem quem não as pronuncia.
Mas, tu não estás...nem eu estou, não é mesmo?
Lindo desabafo este teu poema, perfeito e sensível.Adorei!
Mil beijos nesse teu coração lindo.

 
At agosto 20, 2009 6:12 da tarde, Blogger Papoila diz...

Será?
Por certo que sim ...

Beijo
BF

 

Enviar um comentário

<< Home