Lisboa,

domingo, novembro 01, 2009

o sabor que vou levar


Só meus passos me dirão
o sabor que vou levar
são as curvas do caminho
os laços em desalinho
que um dia eu vou lembrar

É a mágoa que me atropela
são os ventos que batem forte
é a saudade dum dia
uma boca que sorria
prós lados do vento norte

Que sonhos estão na memória
que diabruras são essas
que fizeram tantos beijos
soltarem tantos desejos
nas margens de mil promessas

Pode ser tarefa fácil
reinventar o amor
preciso da tal ternura
aquela que a loucura
partilha o mesmo calor

Agora o tempo é só um
agora a vida resplandece
o frio que m'enruga a pele
já só traz preso com ele
o calor que sempre aquece

(Amaral Nascimento)

3 Comentários:

At novembro 02, 2009 11:46 da manhã, Blogger Paula Raposo diz...

O sabor dos beijos que sempre nos aquecem!
Gostei...beijinhos.

 
At novembro 02, 2009 1:04 da tarde, Blogger ci diz...

lindo...:)

Beijo da ci

 
At novembro 02, 2009 1:11 da tarde, Anonymous Ana Paula diz...

Olá querido Amaral.
Que poema triste, não pude deixar de o sentir assim.
Sabes, não deixes que a mágoa fira o que tão bom viveste ou sentiste...ela não te pode atropelar, não pode.
E os ventos, sente-os antes como brisas suaves, frias que arrepiam tudo bem, mas que te enlaçam e te trazem memórias lindas de um sentimento intemporal.
Rs, sorrio triste, mas...peço-te, faz também isso. A vida traz-nos por vezes momentos menos coloridos, menos risonhos...mas o que se sente, ou sentiu....permanece para todo o sempre, lembra-te, de como foi um dia.
Mil beijinhos de carinho, espero que sorrias muitas vezes.

 

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