Lisboa,

segunda-feira, junho 07, 2010

abro o peito


Abro o peito
e jorro de luz
o meu ser
Já não sei quem sou
já esqueci o lugar
a fonte
o sítio pra onde vou

Abro o peito
que me arrasta
em cascata
Sou o que sou
para lá do incerto
carente
o barco que afundou

Abro o peito
e convido a dor
a entrar
Já não sei quem és
perdi o teu riso
o sonho
que vi a meus pés


(Amaral Nascimento)

3 Comentários:

At junho 07, 2010 11:32 da tarde, Blogger Ana Paula diz...

Olá doce Amaral...
Tristes as tuas palavras!
Mas, creio que te entendo...sim!
És o que sempre foste, forte e coerente. Seguirás a tua luz, como sempre o fizeste e nunca, estarás sozinho!
Mil beijos de carinho, cumplicidade e muito mimo!
Fica bem.

 
At junho 08, 2010 6:01 da tarde, Blogger MM - Lisboa diz...

Eu sei que os poetas se alimentam da dor mas, não gosto quando te sinto triste. Não, NUNCA estarás sozinho!

jinhos.. muitos!

 
At junho 27, 2010 5:22 da tarde, Blogger Paula Raposo diz...

"Já não sei quem sou
já esqueci o lugar
a fonte
o sítio pra onde vou"

Tão verdade!
Beijos.

 

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