Lisboa,

domingo, dezembro 31, 2006

adeus 2006


Adeus, velho ano!
Roubaste milhares de vidas no tsunami da Indonésia, destruiste milhões de árvores por todo o planeta, inundaste céus e mares de produtos tóxicos, deixaste o Polo Norte perigosamente com menos gelo, levaste para outros lugares muita gente que adorávamos, e... mas... touxeste-nos humor e drama em filmes magníficos, deliciaste-nos com belas melodias e profundas mensagens, previlegiaste-nos com bons livros de ficção, poesia e outros, proporcionaste-nos espectáculos de luz e cor para recordarmos sempre, e... mas... o meu Sporting "foi-se" das competições da Europa, muitos blogues que gostava de visitar "foram-se" da blogosfera, o poder de compra "foi-se" por aí abaixo, e... olha, adeus velho ano!...
Estás no fim da tua marcha, vai-te e deixa o teu filho nascer!



80 anos em 40 segundos


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sábado, dezembro 30, 2006

para acabar bem o ano...

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A sério: isto foi tudo a brincar!!!

E amanhã é já o último dia do ano 2006. Vamos dar uma gargalhada bem forte e esperar um ano fresco de ideias e realidades cor-de-rosa...

sexta-feira, dezembro 29, 2006

um cheirinho de cristiano ronaldo

Quem gosta e quem não gosta de Cristiano é obrigado a concordar que o seu "jeito" de jogar a bola é um dom que poucos têm o prazer de possuir... para poder "mostrar"...
Considerado o "jogador do mês de Novembro" em Inglaterra, o jogador português ajudou o Manchester United a manter-se imbatível no campeonato durante todo o mês.





quarta-feira, dezembro 27, 2006

palavras de amor


Queria tanto que
a aurora desenhasse
uma beleza nova
no meu sonho de amanhã

A magia louca
das coisas iluminadas
desperta os tons coloridos
dos gestos que são sabores
e são cânticos
e são flores
de jardins encantados

Ainda que o Sol se ponha
e o luar cresça no céu
vou sempre ver-te
na beleza desenhada
com azuis rasgados
torneados
na paixão calada
que um dia falou
palavras de amor


(Amaral Nascimento)

terça-feira, dezembro 26, 2006

pensavas que era?

Estás neste mundo, mas não és deste mundo.
Então, a minha realidade terrena não é realidade nenhuma?
Pensavas que era?


(Neale Walsch)

segunda-feira, dezembro 25, 2006

da caixa do correio



Há aqueles que não sabem, e não sabem que não sabem
Há aqueles que não sabem, e sabem que não sabem
Há aqueles que não sabem, mas pensam que sabem
e
Há aqueles que sabem, mas não sabem que não sabem
Há aqueles que sabem, mas fingem que não sabem
Há aqueles que sabem, e sabem que sabem

Em qual destas 6 categorias estamos nós? Neste momento? Estamos mesmo? Ou pensamos que estamos? :))))

Onde é que estamos? Como é que sentimos a VIDA? Como é que nos chega o Amor e a Presença de Deus? O que é que fazemos para estar prontos e atentos quando Ele nos quiser falar ou tocar?


Acho que neste momento eu sei que não sei, mas sei que procuro e de uma maneira ou de outra todos os dias O encontro.

Continua a ser uma vida de descoberta, de maravilha, de apreciação, todos os dias renasço cheio de entusiasmo e esperança, e todos os dias me encho de apreciação pela Obra de Deus manifestada, nas folhas das arvores, nas flores, nas rolas e nos pardais, nas nuvens, nas ervinhas entre as pedras do chão, nos olhares das pessoas com quem cruzo na rua, nas castanhas e nas bolotas, na abundancia dos mercados, nos perfumes e nas formas, na Vida que se renova constantemente, no milagre que é ter-vos conhecido, e poder falar convosco como agora e partilhar a minha Alegria, a minha Apreciação e a minha Gratidão pela VIDA.


(Miguel Manzarra)

domingo, dezembro 24, 2006

natal - se O quiseres





Happy Xmas (War Is Over)
JOHN LENNON


So this is christmas
and what have you done
another year over
and new one just begun

and so this is christmas
i hope you have fun
the near and the dear ones
the older and the young

a very merry christmas
and a happy new year
let's hope it's a good one
without any fear

and so this is christmas (war is over...)
for weak and for strong (...if you want it)
the rich and the poor ones
the road is so long

and so happy christmas
for black and for white
for the yellow and red ones
let's stop all the fight

a very merry christmas
and a happy new year
lets hope it's a good one
without any fear

and so this is christmas
and what have we done
another year over
and new one just begun...

and so happy christmas
we hope you have fun
the near and the dear ones
the older and the young

a very merry christmas
and a happy new year
let's hope it's a good one
without any fear

war is over - if you want it
war is over - if you want it
war is over - if you want it
war is over - if you want it






sexta-feira, dezembro 22, 2006

um orgasmo pela paz

Na sequência do texto de ontem, a Global Orgasm aconselha a que o maior número de pessoas tenha um orgasmo neste dia 22 de Dezembro, e canalize a energia libertada, nesse momento, para pensamentos pacíficos.

QUEM?
Todos os Homens e Mulheres, tu e todos aqueles que conheças.

ONDE?
Em toda a parte do mundo.

QUANDO?
Hoje, 22 de Dezembro, numa altura à tua escolha, no lugar que escolheres e com a privacidade que entenderes.


MAS O QUE É ISSO DO ORGASMO?

O dia mundial do orgasmo foi comemorado no dia 31 de Julho! Quem sabia disto?... Quase ninguém!... Nesse dia, justificar-se-ie este post, que não passaria de mais um, tal como tantos outros que, de importante, pouco dizem...
Porém... o dia de hoje, na sequência do post anterior, tornou "interessante" o assunto, na pausa diferente daquilo que realmente "faz parte"... E vai daí, vejamos o que dizem "os entendidos" sobre uma coisa de que toda a gente já ouviu falar... mas onde o tabu parece ainda residir, fazendo recuar, sorrir, calar, uma grande parte dos cidadãos deste e doutros países.



As grandes redes de sex shoppings da Inglaterra, inventaram um evento comemorativo, o dia mundial do orgasmo e elegeram a data de 31 de Julho para essa comemoração e novidade, que logo cativou a Europa e já está entre nós.

Com o orgasmo, a pressão arterial, a frequência cardíaca e respiratória voltam aos valores de repouso.

Lá diz o povo: "um orgasmo por dia, dá saúde e alegria"

Sigmund Freud afirmou que as mulheres tinham dois tipos de orgasmo, nomeadamente o clitoriano e o vaginal. Segundo este psicanalista, o primeiro era importante no desenvolvimento sexual, mas, se fosse único, significava imaturidade. Já o orgasmo vaginal surgia na sequência do primeiro, além de ser característico de maturidade sexual. De facto há três tipos de orgasmos: clitoriano, vaginal e múltiplo. No entanto, «talvez não hajam três tipos de orgasmos mas apenas um, pelo menos do ponto de vista fisiológico. Mas em relação àquilo que a mulher sente já se podem establecer variações com a divisória do clitoriano e vaginal. O orgasmo múltiplo é muito raro mas existe», refere José Pacheco, psicólogo clínico e sexólogo no Hospital Júlio de Matos.

O orgasmo clitoriano é atingido através de estímulos externos, designadamente pelo toque ou estimulação directa do clítoris. Este órgão tem o formato de um Y, tem cerca de dez centímetros e, por se encher de sangue, incha e fica sensível ao toque directo.

Mais intenso, o orgasmo vaginal dependente do ponto 'G', uma zona situada no interior da vagina, junto à parede frontal, altamente estimulável tanto pelo pénis como manualmente.

Tal como o nome indica, «o orgasmo múltiplo é uma sequência de orgasmos. Após um orgasmo, a excitação mantém-se e a mulher consegue ter vários orgasmos. Mas são raras as mulheres multiorgásmicas», afirma o psicólogo supracitado.

Convém desde já salientar que a forma de se sentir o orgasmo varia de pessoa para pessoa. «Há mulheres que sentem o orgasmo com muita intensidade, mas outras têm um orgasmo mais tranquilo com menores manifestações físicas», diz José Pacheco. Existe, no entanto, quem não tenha orgasmos: «uma percentagem reduzida (5 a 10%) nunca teve um orgasmo ao longo da vida. Mas se se falar de mulheres que frequentemente não têm orgasmos são muitas», sublinha o nosso interlocutor.

Após um orgasmo, o corpo tem tendência a voltar ao estado inicial. De acordo com José Pacheco, «muitas mulheres reagem como os homens tendo uma quebra da excitação sexual, já nas multiorgásmicas a excitação mantém-se.»


(texto in Mulher.sapo.pt - imagem in http://www.artmam.com)

A ARTE DO SEXO



"Um orgasmo masculino é uma experiência intensamente desgastante. Apesar de preencher o homem, também retira dele grande parte da sua força vital. E qual é a mulher que não gosta de assistir ao seu parceiro a ter dentro de si um orgasmo intenso, sentir toda a sua vulnerabilidade no seu leito?
Ao querer que o homem atinja um orgasmo, podemos acusar a mulher de querer castrar o seu parceiro, de querer apagar a sua essência masculina, e de tentar fazer dele o que ela muito bem entende, negando a sua natureza."
(in Orgasmologia)



"O leitor decerto já ouviu falar em ejaculação precoce. Trata-se de um problema, uma disfunção masculina, não é verdade? Uma coisa também muito científica. No entanto, isso da ejaculação precoce sempre me intrigou. Vejamos. Por que motivo não chamam a essa coisa “orgasmo imediato”? Seria um conceito disparatado, não é verdade? Se orgasmo é prazer, onde é que está o problema de ter prazer agora em vez de daqui a um bocado?
O problema da ejaculação precoce parece residir no período refractário. Aquela particularidade que o homem tem de, depois de esvaziado o porta-moedas, só poder voltar a fazer trocos depois de ir ao multibanco. Mas, com toda a moderna parafernália sexual mecânica que por aí se vende, como é que isto pode constituir problema? Nem no tempo do meu bisavô isso era problema. Consta que os antigos usavam sucedâneos naturais, como línguas e dedos. Se calhar, até produtos da horta... Bons tempos, esses. O dinheirão que eles pouparam em pilhas!
Para terminar a questão da ejaculação precoce, o problema é, uma vez mais, exactamente o contrário daquele que normalmente se apresenta. Não há qualquer inconveniente em o homem ter orgasmos rápidos. Problema é uma mulher poder demorar várias horas, ou até meios dias, até atingir o orgasmo. A famosa curva de não-sei-quê bem nos avisa que a mulher tem um período de excitação preliminar longo. Mas, em vez de tratar isso como um caso doentio, a mentalidade dominante obriga o homem a arcar com a responsabilidade de resolver a questão. É uma seca!"

(texto: Eduardo Barros prof. da Escola Secundária de Tondela - imagem: http://www.liefdeskunst.nl.jpg)





Duas vaginas encontram-se:
- Olha lá, ouvi dizer que tens dificuldades em atingir o orgasmo?
- Oh! Isso são as más línguas!


ALGUNS TIPOS DE ORGASMOS FEMININOS

A ASMÁTICA
ahhhhh....ahhhhhhh......

A GEOGRÁFICA:
aqui......aqui....aqui.....

A MATEMÁTICA:
mais....mais....mais.....

A RELIGIOSA:
ai meu deus.... ai meu deus....

A SUICIDA:
eu vou morrer.....eu vou morrer...

A HOMICIDA:
se pararas agora eu mato-teeeeeeeeeeeee!!!!

A GULOSA:
ai kibon.....ai kibon....

A BIÓLOGA:
vem meu macho! vem meu macho!

A PROFESSORA DE INGLÊS:
ohhhh yes! ohhh god!

A MALUCA:
Tu deixas-me louca, enlouqueces-mmeeeeeeeeee!!!!

A VIAJANTE:
eu vou.... eu vou..... ai....to a vir... vai....

A DESCRITIVA:
eu vou gozar... eu vou gozar... eu tou gozando eu tougozando... gozeeeeeiiiii!!!!

A NEGATIVA:
não... não...

A POSITIVA:
sim....sim....

A PORNOGRÁFICA:
F...-me... isso seu filho da p... Faz-me vir... c...!

A SERPENTE INDIANA:
ssssssssss... ssssss...

A PROFESSORA:
sim, isso.... exacto... assim...

A SENSITIVA:
tou sentindo... tou sentindo...

A DESINFORMADA:
ai? que é isso? O que é iiissooooo?

A ANALISTA DE SISTEMA:
o.k.


AS FRASES PÓS ORGASMOS (O DEPOIS)

A frase optimista:
Vais-me telefonar outra vez, não vais?

A frase adolescente:
Veste-te, os meus pais estão a chegar!

A frase literária:
Cuidado, assim vais acabar por molhar esses papéis!

A frase higiénica:
Passa-me um kleenex, por favor!

A frase de pânico:
Vieste lá dentro???

A frase paranóica:
Confere o preservativo!

A frase dorida:
Sopra, que está a arder!

A frase tardia:
Ai, acho que estou no período fértil!

A frase tonta:
E agora, o que vais pensar de mim?

A frase púdica:
Não olhes para mim até eu me vestir!

A frase farsante:
Nunca me tinha sentido tão bem!

A frase mentirosa:
És o primeiro!

A frase insatisfeita:
Vamos dar mais uma?

A frase oral:
Gostaste do sabor?

A frase adúltera:
O meu marido!!!

A frase noivado:
Veste-te rápido que já é tarde, vão zangar-se comigo!

A frase marital:
Até amanhã!

A frase financeira:
São 25 contos!

(in RIR no Sapo)



"O orgasmo feminino envolve factores não só fisiológicos, mas também psicológicos; o orgasmo clitoriano é o mais comum e envolve uma estimulação por fricção e contacto com o clítoris; já o orgasmo vaginal é muito menos frequente e geralmente exige envolvimento físico da mulher com o seu parceiro, exigindo da mesma estar tranquila em relação à sua sexualidade; antigamente, pensou-se que o orgasmo vaginal era o desejado, e que mulheres que só tivessem orgasmo clitoriano eram imaturas sexualmente; actualmente, se a mulher só consegue ter orgasmo clitoriano, mas de boa qualidade, será mais do que normal.

O famoso ponto G, que poucos conhecem, ou já sentiram, seria uma região da parede anterior da vagina altamente sensível ao estímulo sexual e capaz de produzir um orgasmo extremamente potente.

Outra dúvida frequente é sobre a ejaculação feminina, que não deve ser confundida com um excesso de lubrificação, e que ocorreria durante o orgasmo; algumas mulheres seriam capazes, na verdade, de, na hora do orgasmo, produzirem uma secreção abundante, que também não deve ser confundida com libertação de urina.

A fase de resolução é aquela na qual, após o orgasmo há um relaxamento muscular, acompanhado de sono, e onde a respiração e a frequência cardíaca, que na altura se elevaram durante o orgasmo, voltam para um nível de repouso, e onde há um período refractário para novas práticas sexuais."

(texto de ClinoTavora- imagem in http://www.artmam.com )



Afinal, qual o homem que ainda não sentiu o efeito poderoso de um orgasmo?...
E qual a mulher que não procura conhecer uma sensação tão badalada nos dias de hoje?...

quinta-feira, dezembro 21, 2006

orgasmo global para amanhã


A solução dos conflitos mundiais é uma questão de prazer. Pelo menos é o que defendem os mentores da iniciativa Global Orgasm (Orgasmo Global). A proposta é insólita; o motivo é nobre: conseguir que o maior número de pessoas tenha um orgasmo ao mesmo tempo, no dia 22 de Dezembro, e canalize a energia libertada, nesse momento, para pensamentos pacíficos.

A data não foi escolhida ao acaso, porque «este é o primeiro Orgasmo Sincronizado Anual Global para a Paz, até ao solstício de Dezembro de 2012, altura em que o calendário Maia termina, e há um novo recomeço». A explicação é dada numa «declaração de missão» publicada no site da Global Orgasm.

«O objectivo [da iniciativa] é que os participantes concentrem todos os seus pensamentos na paz durante e depois do orgasmo», acrescenta a nota, com um esclarecimento: «A combinação de alta energia orgásmica combinada com uma vontade intensa pode ter um efeito maior do que a meditação e as orações em massa».

Segundo os responsáveis desta tentativa de «injectar energia positiva no campo magnético da Terra», o sucesso do plano traduzir-se-á na «redução dos perigosos níveis de agressão e violência em todo o mundo».

Apesar da proposta poder parecer esotérica, é sublinhado que ela acontece numa altura em que as relações entre diversos países sobem de tensão e surge uma denúncia: «Dirigem-se mais duas frotas do EUA para o Golfo Pérsico com equipamento anti-submarino que poderá apenas ser usado contra o Irão».

No site, a participação está aberta a todas as pessoas do planeta, «em especial nos países com armas de destruição massiva», lê-se. E, para que ninguém se atrase em relação ao momento em que esta conjugação de prazer deve ser produzida, há um relógio no topo do site com uma indicação esclarecedora: «Contagem decrescente para o orgasmo global sincronizado». Na altura em que esta peça foi terminada, faltavam 30 dias, 14 horas, 18 minutos e 3 segundos para o momento.
Agora, estaremos a menos de 24 horas!...

QUEM?
Todos os Homens e Mulheres, tu e todos aqueles que conheças.

ONDE?
Em toda a parte do mundo.

QUANDO?
Sexta-Feira, 22 de Dezembro, numa altura à tua escolha, no lugar que escolheres e com a privacidade que entenderes.


(Portugal diário 2006/11/22 11:30)


PS: Amanhã terei de voltar ao mesmo assunto!...

terça-feira, dezembro 19, 2006

parabéns, futura mamã

Carla

Significa fazendeira e indica alguém que, pela aguçada capacidade de observação, consegue descobrir até o lado oculto das outras pessoas. Mas nunca usa esse dom de forma inescrupulosa. Age sempre com polidez e expõe as suas ideias sem ser autoritária.

Este nome tem origem no germânico “Karl” ou seja, viril. Carla é uma mulher misteriosa e segura de si, que coloca a verdade acima de tudo. O mote “mais vale só que mal acompanhada” é neste caso uma realidade, dado que se trata de uma pessoa que prefere estar sozinha a ter por companhia alguém medíocre.

De acordo com o teu signo oriental nasceste no ano do Porco!


E o que diziam os jornais neste dia 19 de Dezembro? Vejamos:


E é assim que vamos caminhando, nesta roda interminável da Vida! Ano após ano, agora e aqui, neste azulinho planeta algures aconchegado neste universo imenso...

Um dia cheio de Alegria, Carla!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

o amor é


O amor é uma decisão, não uma reacção.
É uma escolha, não uma resposta.

(M.Scott Peck)

sábado, dezembro 16, 2006

você é a dança



Como é que se pode sentir em paz agora mesmo?
Fazendo as pazes com o momento presente.
O momento presente é o campo onde se desenrola o jogo da vida.
Este não se pode desenrolar em qualquer outro sítio.
Assim que fizer as pazes com o momento presente, veja o que acontece, o que pode fazer ou escolher fazer ou, melhor dizendo, o que a vida pode fazer através de si.
Há três palavras que transmitem o segredo da arte de viver, o segredo para alcançar o êxito e a felicidade: UNO COM A VIDA.
Ser uno com a vida é ser uno com o Agora.
Vai aperceber-se então de que não é você que vive a vida, é a vida que o vive a si.
A vida é a dançarina, e você é a dança.


(Eckhart Tolle in Um Novo Mundo)

quinta-feira, dezembro 14, 2006

vim outra vez ver o mar



Hoje
vim outra vez ver o mar

Senti-te mesmo a meu pés
rodeado de sal e espuma
e quiz amar-te
pegar-te
ser uno todo contigo
e na poesia cantar-te

Não és voz de trovão
nem traiçoeiro da vida
és um mar de bravura
de força viva e encanto
manto de praia estendida.

Hoje
vim ver-te meu mar

vim namorar-te a beleza
desbravar o teu mistério
aquele com que te ris
de quem conquista um império

Hoje pinoteaste nos ares
correste areias desertas
saltaste muros molhados
e frestas por ti abertas

Hoje
vim outra vez ver o mar

Abri os olhos
e já te não vi
porque então me disseste
que eu já era de ti

(Amaral Nascimento)

quarta-feira, dezembro 13, 2006

everybody hurts



Estava este post já pronto a ser colocado, eis que descubro que um blog amigo tivera a mesma ideia. Porque é uma das minhas bandas favoritas, porque este tema é "refrão" de muitos estados de espírito e porque nunca é demais ouvir tão bela melodia - "everybody hurts" é, hoje, também "meu"!...


Quando o dia é longo e a noite a tua única companheira não desistas de ti mesmo se sentires vontade de desistir busca o conforto nos teus amigos não te resignes às vezes toda a gente sofre todos sofrem mas tu vais aguentar E VENCER!



video


EVERYBODY HURTS - The Corrs
When your day is long ...
and the night
and the night is yours alone
when you think you've had enough...
of this life,
well hang on.

Don't let yourself go
cause everybody cries
and everybody hurts...
sometimes.
Sometimes everything is wrong.
Now it's time to sing along.
When your day is night (hold on, hold on)
if you feel like letting go (hold on)
if you're sure you've had too much...
of this life,
well hangon.
cause everybody hurts...
sometimes
Take comfort in your friends
Everybody hurts.

Don't blow your hand.
Oh, no.
Don't blow your hand.
If you feel like you're alone,
no, no, no, you're not alone
If you're on your own...
in this life,
and the days and nights are long
when you sure you've had too much ...
of this life,
to hangon.
yeah, everybody hurts
sometimes,
everybody cries.
Sometimes
And everybody hurts ...
sometimes.
And everybody hurts
sometimes.
So, hold on, hold on.
Hold on, hold on. Hold on, hold on.
Hold on, hold on.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

eram cem, eram mil


Eram cem
eram mil
eram centenas de mil.

Voavam perto
junto ao solo
famintas, alegres, roucas,
dançando as danças eternas
de gerações quase loucas.

Já o mar não alimenta
já só se ouvem as vagas
já o vôo parece exausto
rasando a areia de algas.

Oh, terra de desventuras, já quebrada de canseiras!
Foste brava, foste hostil,
foste bandeira subtil,
esmurrada de mil maneiras.

Para norte visto a sombra
negra de escuridão;
Aqui no centro
já me quedei
já não sou
já não sinto
já o dia me vai despindo
do amor que já amei.

Não digas coisas ao vento
não alimentes montanhas.
Os cardos que não pisei
ficaram hirtos, fechados,
sozinhos, entrelaçados,
esperando alguém que não sei.

Que faço aqui espantado,
que peço à minha sina,
que ondas quer ter o mar
tantas vezes contemplado
por um olhar magoado
quer ao Sol quer ao luar?

Um dia direi teu nome
direi alto lá dos céus
chamarei a tua chama
dum amor que já não ama
bordado em sonhos meus.

(Amaral Nascimento)

domingo, dezembro 10, 2006

meu amor



Meu amor que te foste sem te ver
que de mim te perdeste sem te amar
quem sabe se outra vida tu vais ter
ou se tudo se perde sem volt
ar


(Agostinho da Silva)

sábado, dezembro 09, 2006

reis de Portugal

A que propósito aparece este assunto aqui?
Não sei bem. Talvez, porque a Bia gosta de História...


1ª Dinastia – Afonsina (Formação e alargamento do reino) (1143-1383)

D. Afonso Henriques
O Conquistador
1128
Séc. XII


D. Sancho I
O Povoador
1185

D. Afonso II
O Gordo
1211
Séc. XIII


D. Sancho II
O Capelo
1223

D. Afonso III
O Bolonhês
(irmão de Sancho II)
1248


D. Dinis
O Lavrador (Trovador)
1279

D. Afonso IV
O Bravo
1325
Séc. XIV


D. Pedro I
O Justiceiro
1357

D. Fernando
O Formoso ou Inconstante
1367


2ª Dinastia – de Avis (Expansão marítima) (1385-1580)

D. João I
O da Boa Memória
1385
Séc. XIV

D. Duarte
O Eloquente
1433
Séc. XV


D. Afonso V
O Africano
1438

D. João II
O Príncipe Perfeito
1481

D. Manuel I
O Venturoso
1495

D. João III
O Piedoso
1521
Séc. XVI


D. Sebastião
O Desejado
1557

D. Henrique
O Casto
1578

D. António
(candidato a rei)
1580



3ª Dinastia – Filipina (Domínio dos Espanhóis) (1580-1640)

D. Filipe I
O Prudente
1581
Séc. XVI


D. Filipe II
O Pio
1598

D. Filipe III
O Grande
1621
Séc. XVII



4ª Dinastia – de Bragança (Renascimento) (1640-1910)

D. João IV
O Restaurador
1640
Séc. XVII


D. Afonso VI
O Vitorioso
1656

D. Pedro II
O Pacífico
1683

D. João V
O Magnânimo
1706
Séc. XVIII


D. José I
O Reformador
1750

D. Maria I
A Piedosa
1777

D. João VI
O Clemente
1816
Séc. XIX


D. Pedro IV
O Libertador
1826

D. Maria II
A Educadora
1826

D. Miguel
O Absolutista
1828-34

D. Pedro V
O Esperançoso
1853

D. Fernando II
rei consorte
marido de D. Maria II
1853-55

D. Luís I
O Popular
1861

D. Carlos I
O Diplomata
1889

D. Manuel II
O Patriota ou Desventurado
1908-10

sexta-feira, dezembro 08, 2006

florbela espanca


Ser poeta é ser mais alto,
é ser maior do que os homens!





Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...


Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu no dia 8 de Dezembro de 1894, filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».



Teus olhos

Olhos do meu Amor! Infantes loiros
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesoiros:
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.

Neles ficaram meus palácios moiros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus oiros
Que trouxe d'Além-Mundos ignorados!

Olhos do meu Amor! Fontes... cisternas...
Enigmáticas campas medievais...
Jardins de Espanha... catedrais eternas...

Berço vindo do Céu à minha porta...
Ó meu leito de núpcias irreais!...
Meu sumptuoso túmulo de morta!...


A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.


Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!




Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.



Os versos que te fiz

Deixe dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Tem dolencia de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não te digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz.




A nossa casa

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...





As tuas mãos tacteiam-me a tremer...
Meu corpo de âmbar, harmonioso e moço,
É como um jasmineiro em alvoroço,
Ébrio de Sol, de aroma, de prazer!



Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves, cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!...Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!...


(http://www.astormentas.com)

quarta-feira, dezembro 06, 2006

viver ao máximo


Se olharmos o mundo à nossa volta, o rodopio constante que obriga as pessoas a correrem de um lado para o outro, se examinarmos (de longe) o amontoado de gente que se movimenta nas grandes cidades, se atentarmos naquilo que são as suas preocupações, os seus temores ou os seus objectivos de vida - chegamos facilmente a uma conclusão: o homem complicou tanto a vida que tudo vai e vem a velocidades incríveis, tudo se passa "num abrir e fechar de olhos"...
Os anos "parecem" correr mais do que o tempo. O tempo "passa" num ápice, parece que voa...
É verdade que certas partes do mundo vivem debaixo dum barril de pólvora...
Há ódio demais, escasseia o perdão, abundam as desinteligências...
A mudança demora a surgir...

Entretanto, há montes de pessoas a tentarem contribuir para um mundo melhor, através duma consciencialização mais profunda daquilo que se passa à sua volta.
Vamos deixar fluir a vida!...
Com mais naturalidade, sem preocupações desnecessárias, aceitando um dia de cada vez...
E depois, vamos tentar reflectir nestas linhas que se seguem:

"No meio de uma partida rápida de ténis, ou quando paramos de repente junto a um lago na Primavera e ouvimos centenas de pios... nesses momentos somos apenas um. Todas as nossas forças estão concentradas de modo irreflectido e despreocupado no jogo, no que estamos a ouvir, no que estamos a ver. Estamos a viver ao máximo... Quando nos conseguimos mover na vida e comer, dormir, trabalhar, fazer amor, sem nos refugiarmos no passado ou no futuro, como costumamos fazer, então estamos a viver com a máxima alegria ou vigor."


(Stewart Holmes e Chimyo Horioka in Zen art of meditation)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

"o presente" da Ni, com amizade


Já tenho escrito muitas vezes sobre o "presente", sobre o passado e sobre o futuro. Mas há dias, no post de 27 de Novembro, reproduzi uma passagem de Shawn Christopher Shea que me pareceu coerente e que aceitei, dentro da "verdade" que vou relembrando, à medida que vou amadurecendo o conceito que tenho da Vida.
Diz Shawn que "...a este nível, o nosso cérebro limita severamente a nossa experiência do tempo ao momento presente. O presente é tudo o que um ser humano pode ter. No que diz respeito à experiência, o passado e o futuro não existem para os seres humanos, são meros conceitos."
Concordo com ele. A mente não "conhece" a "sabedoria" da alma. A mente vive dentro da ilusão. A alma sabe da ilusão e é o seu observador. O nosso momento presente está condicionado por aquilo que a nossa mente apreendeu ao longo dos anos e por aquilo que o nosso "eu" espíritual conhece e sempre conheceu da sabedoria divina.

Recebi 14 comentários e um deles foi da nossa querida Ni, que também sabe viver o aqui e agora, porque o seu caminho evolutivo parece seguro e ascendente.
Diz-me sorrindo: "Amaral... um segredo que te digo baixinho... sabendo que tu o sabes: o presente, o AGORA, é onde coexistem todas as noções que a humanidade criou para tentar entender tempo(s)/ espaços(s).O TUDO é aqui, AGORA... porque só o Agora existe. O passado... como o defines? É um conjunto de momentos, de 'AGORAS' que já não o são. (Ou ainda são... ou serão?)Uma parte do AGORA... a que poderemos voltar, ou não, através da memória, através de uma escolha nossa. (porque tudo o que vivenciamos são escolhas nossas). "

Como a "tua verdade" coincide com a minha! Então, gritemos mais alto ainda que só AGORA podemos "actuar"! Só "agora" temos o poder de decidir da realidade que queremos criar. Só "agora" temos a opção de "ser" e fazer o momento. Depois, se esse momento contiver a "versão" mais grandiosa e desejada de "nós mesmos" - prolonguemo-lo no tempo terreno e construamos a "felicidade", uma das razões por que estamos "aqui"!
"O Futuro... é um AGORA que (aparentemente) aguardamos... mas será que não se desenrola em simultâneo com aquilo a que chamamos passado... assim como relativamente ao presente... e ao AQUI ? Em vez de uma linha sucessiva... não caminharemos para algo convergente... ou paralelo... mas no AQUI-AGORA?"

A tua explanação vai mais além e alcança o "futuro", aquilo que já não conhecemos, nesta figura humana, mas que, saídos deste corpo, todos iremos ter ensejo de entender na sua plenitude. Mas também "assim" o processo faz sentido. A roda da vida pode, perfeitamente, ter esse entendimento. O Universo não tem, forçosamente, de ser aquele que os nossos sentidos apreendem e o conceito global da vida passará por um "tempo" único, o AGORA onde TUDO está a acontecer! Sem passado nem futuro - mas apenas no "eterno momento do agora"...

Por tudo o que está dito, faz sentido a ideia de Shawn Christopher Shea. O nosso cérebro (a nossa mente) limita-nos, na verdade.
Dizes "Por isso... não creio que , neste caso, o nosso cérebro nos limite severamente.... ele sabe (nós sabemos) que nós somos o TUDO/TODO em simultâneo. Vida e morte, luz e sombra, dúvida e certeza, passado e futuro.... no AGORA. E... se o cérebro nos limita... somos nós que escolhemos não activar a total sabedoria AGORA... mas que a experienciamos no percurso de cada vida, única ou repetida (déjà vu).... ou entre-vidas... nascimentos... (porque a morte não existe... só é real o que queremos que o seja...)"
Repara que o nosso cérebro trai-nos muitas vezes. A nossa mente não nos deixa "ser"! A nossa mente "quer ter"! A nossa mente tem medo de perder o que tem. Tem medo de morrer.
Por isso, costumamos dizer: O espírito conhece que é um "ser de luz" e é a essência divina; a mente acumula o conhecimento desta vida e proporciona ao corpo a experiência desse conhecimento. No fundo, formado por corpo, mente e espírito, o ser humano veio a este "terreiro" EXPERIMENTAR tudo aquilo que sempre conheceu, conceptualmente. Veio experimentar o bom, o mau, o doce, o amargo - mesmo SABENDO o que "isso" era!

Voltemos às "nossas verdades", Ni: "O importante é viver com ALEGRIA... e todas as questões, dúvidas, ansiedades, mágoas... são relativizadas e esfumam-se... nos passos de luz que tatuam a nossa passagem por este 'momento'..."

O que se depreende que, no essencial, estamos olhando a Vida pelo mesmo prisma. Todos somos diferentes e nenhum de nós é igual ao outro. É assim o processo divino, que Se manifesta em cada um de nós, para que, também Deus "seja humano" através de nós e EXPERIMENTE a "sabedoria" no desenrolar da vida, no seu Todo!
A certeza de que Deus existe, com um plano infinito, está na "íntima sensação", cada vez mais evidente, de que estamos permanentemente à Sua procura.

Obrigado, Ni, pelo teu comentário, agora aqui reproduzido neste post, porque o seu mérito não pode ser posto em dúvida por ninguém. Não corres
"o risco de ser rotulada com algo pejorativo ao escrever-te isto aqui (e agora... risos)... mas sei que assim é."

Vivamos o presente, celebremos a Vida, aplaudamos a Luz que nos faz ousados nos sentimentos mais profundos!



sábado, dezembro 02, 2006

aquarela - um ano depois

Foi há um ano atrás.
Chegou por e-mail, inesperadamente, e deixou-me apaixonado pela animação, pela melodia, pelos desenhos, pela cumplicidade do conjunto e pela sua simplicidade...
Quando algo nos toca, fica para sempre. Este post ficou vivo durante um ano e continuará a divertir pequenos e graúdos, todas as vezes que for aberto...

Como diz a Jonice: "Have fun!"




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