Lisboa,

quarta-feira, novembro 30, 2005

olá, amigo!

Somos um só aqui na terra, somos um com o universo.
A morte nunca é um fim, é sempre um princípio.
A morte é uma porta que se abre, não uma porta que se fecha.
Quando compreenderes que a vida é eterna, compreenderás que a morte é uma ilusão tua, que te mantém muito preocupado com o teu corpo, contribuindo para que acredites que és o teu corpo. Mas tu NÃO ÉS o teu corpo, e portanto a destruição do corpo não te diz respeito.
Nada é permanente. Tudo muda. A todo o instante. A cada momento.




(texto extraído das "Conversas com Deus")

terça-feira, novembro 29, 2005

29


a maior parte comemora anos,
eu comemoro 2 meses!

domingo, novembro 27, 2005

tempo da mudança


"Somos nós que criamos a nossa realidade é a ideia de que cada um de nós tem um papel extremamente activo na criação do mundo em que vive. Este princípio metafísico baseia-se na percepção de que tudo o que existe no Universo é constituído por um elemento fundamental, a que chamamos "energia" ou "força vital". Isso significa que tudo na vida está interligado. Os nossos pensamentos e emoções são uma forma de energia, tal como os nossos corpos físicos ou mesmo substâncias aparentemente sólidas como a pedra e o metal. Muitos físicos contemporâneos, que identificam o mesmo fenómeno no campo científico, concordam que os nossos pensamentos, emoções, corpos e o mundo material à nossa volta estão mutuamente ligados e em contínua interacção. Isso ajuda-nos a compreender como cada um de nós cria constantemente a sua própria experiência subjectiva da realidade. As nossas crenças mais íntimas e as nossas expectativas - em relação a nós mesmos, aos outros, à vida - determinam a forma como nos apercebemos da realidade exterior, o género de pessoas, acontecimentos e situações que atraímos e que nos atraem, e a maneira como interpretamos tudo o que nos acontece."
(Shakti Gawain in "O Caminho da Transformação")

Esta interligação e esta interacção reforça a ideia da unidade.
Somos todos uno com aquilo que nos cerca.
O Homem e a Natureza fazem parte do mesmo Todo.
Nada está separado de nada.
Se destruímos uma floresta ou poluímos um rio, se matamos um "inimigo" ou causamos sofrimento a alguém, estamos a fazê-lo a NÓS mesmos!
Tarde ou cedo iremos aperceber-nos disso.
Nada existe desligado.
A ilusão que nos leva à ideia da separação não nos deixa vislumbrar o que é evidente.
Um dia futuro, não vai mais resultar fazerem-nos acreditar que o Homem está separado de Deus.
Um dia, essa falsa afirmação cairá por terra!
A humanidade encontrar-se-à com outra forma de olhar as coisas e as pessoas, quando concluir que vem sendo enganada desde há muitas gerações.
Quando tiver essa certeza de que Tudo e Todos estão unidos na mesma Coisa, a Vida no planeta não vai ser a mesma, o comportamento das sociedades modificar-se-à, na sua relação com o ambiente e nas suas relações pessoais.
Só quando essa unidade estiver apreendida, o ser humano compreenderá que não há paraíso, nem inferno, nem condenações ou pecados - mas simplesmente Deus e a Vida num Processo de Criação, sublime e único.

sexta-feira, novembro 25, 2005

poesia titular

uma rapariga cheia de sonhos

ontem chorei
não digas que foi um sonho
deixa-me que te conte
pede-me o que quiseres
qualquer coisa de bom
nunca é tarde para recomeçar
nunca me deixes

P.S. Eu amo-te


(9 títulos que rabisquei para um papel, há bocado, na FNAC do Colombo,
respectivamente de
: Steve Martins, Iyanla Vanzant, Terenci Moix, Jorge Bucay, Francesca Delbanco, Sveva Casati Modignani, Catherine Dunne, Kazuo Ishiguro e Cecilia Ahern
título sugerido pela "Sou o Eco de mim mesma")

mensagem


Dar à luz uma nova espiritualidade

Se quiserem manter a vida tal como a conhecem - se quiserem ter alguma coisa para passar aos vossos filhos e aos filhos dos vossos filhos - terão de prestar muita atenção ao darem à luz um conjunto de crenças, uma nova teologia humana, uma Nova Espiritualidade.
Não uma substituição da velha, mas o seu alargamento. Não um abandono das vossas religiões actuais, mas a sua revitalização.

Vão ter de revitalizar a religião se vão revitalizar a Vida e mantê-la na sua forma actual. Porque a religião - que é apenas outra palavra para aquilo em que acreditam - é o leito da vossa civilização. As vossas crenças criam os vossos comportamentos e, repito, isso é verdade, quer acreditem no que chamam "Deus" ou não.


O Deus de Amanhã
Neale Donald Walsch

quarta-feira, novembro 23, 2005

hoje

Hoje
o céu está azul
e o dia está limpo
o ano está quase no fim
A Elsa continua a melhorar
o Gui e a Bia já foram à escola
decidi trocar a Netcabo pelo Clix
tenho um moinho ali à minha frente
talvez ela ainda se lembre da Pocahontas
Bush salva 2 perus de irem parar ao prato
o papa diz que o acto homossexual é pecado
Paris inundou-se de luz com 150 mil lâmpadas
já não me lembro desde quando não vou ao dentista
a selecção brasileira é número um do ranking da fifa
com 74 anos de idade morreu a actriz Isabel de Castro
centenas de portugueses vão comprar carro em Espanha
a maior parte de nós não sabe realmente o que Deus quer
logo à noite 16 mil pessoas aplaudem os Coldplay em Lisboa
há redes terroristas em França a planearem ataques naquele país
disseram-me que ontem durante horas choveu e trovejou no Algarve
um litro de gasolina custa um euro e cento e noventa e três cêntimos
já agora, depois do sexo, abrace o seu parceiro de forma a sentirem intensamente o corpo um do outro



terça-feira, novembro 22, 2005

bocado de hoje: há mais vida!


Dizia "alguém" há um tempo: "Volvido um ano, o sofrimento permanece mas, serenou. Só eu sei que juntamente contigo, morreu também uma parte de mim..."
É verdade que uma paixão pode desencadear estados assim e até com consequências muito mais graves e dolorosas. Só que a vida não vai parar por isso. O trânsito vai continuar caótico, a telenovela vai estar no ar, a lotaria torna a "andar à roda" e o quiosque lá em baixo continua a vender jornais e revistas.
Passado um ano, uma pessoa, homem ou mulher, não deve ainda sofrer por uma relação que acabou há tanto tempo. O mundo não pode desabar só porque se "perde" o namorado, ou o marido, ou um amigo mais íntimo.
Ninguém pode deixar "morrer" uma parte de si, só porque um qualquer amor acabou!
Há mais homens, há mais mulheres, há mais amores, há mais vida pronta para quem queira vivê-la!
A ilusão é responsável por aquilo que pensamos ser a "única" realidade. Os nossos sentidos "obrigam-nos" a ver somente o "sonho" do dia-a-dia. A consciência de que podemos sentir o mundo "acima da ilusão" não é fácil de entender. Mas já não é difícil de aceitar que todos temos momentos íntimos que nos deixam vislumbrar qualquer coisa de "diferente" daquilo a que nos habituámos a experimentar na vida.
Ninguém deveria ficar indiferente a "algo" que poderá existir fora do contexto "desta" realidade. Questionar é, e será sempre, uma forma de evolução. Nenhum poder instituído, que governa um país pela força, permite que os seus habitantes questionem o que quer que seja. Acontece o mesmo na religião, onde o crente terá que obedecer a princípios instituídos, e onde questionar não convém absolutamente nada aos "donos da verdade"...
Compete a cada um de nós a entreajuda para que os "mais esquecidos" se lembrem que a raça humana está a ser encurralada pelas "verdades" que fazem de si um ser inferior. O avanço da ciência e da tecnologia não pode adiantar-se demasiado ao avanço espiritual. Sob pena de se fazer tarde para a inevitável paragem.
Somos um corpo único, somos um espírito único, agindo individualizado nesta vida terrena. Tudo o que fazemos tem um reflexo no contexto global.
Sabermos usar o poder que nos foi conferido é o grande desafio que temos pela frente.

domingo, novembro 20, 2005

bocado de hoje: não te recuses!

Um dia "alguém" afirmava que a sua insegurança a fazia, muitas vezes, ficar pequenina, perante as pessoas que amava. Essa insegurança tinha o condão de lhe matar os bons sentimentos à nascença, tornando-a frágil e indefesa. Quem poderia gostar dela, assim dessa maneira?...

Por vezes a incoerência que julgamos possuir nas nossas atitudes advém da insegurança que nos inibe perante as pessoas e perante as coisas.
Olhamos à nossa volta e tudo nos parece enorme, esmagador.
Só quando olhamos o céu aberto e luminoso, erguemos a cabeça e verificamos a tontice que é aquela maneira de encarar a realidade. Ninguém é mais pequeno que ninguém.

Larga essa ideia idiota! A coisa mais sensata que deves fazer é reagir EXACTAMENTE como és!
Quem gosta, gosta, quem não gosta, compra noutra esquina!
E não te recuses, orgulha-te daquilo que és!

sexta-feira, novembro 18, 2005

dois olhos azuis

Vi dois olhos azuis azulados como o céu

Vi-os claros como o dia
enfeitados de ternura
tisnados de melodia
suaves cheios de candura

Vi-os num dia de Sol
balouçando divertido
os cabelos em caracol
num modo assaz atrevido

Eram azuis reluzentes
cheios, fartos de vida
eram estrelas cadentes
faróis em noite perdida

Vi-os fugir num segundo
como as imagens distantes
dum filme mostrando o mundo
resumido em instantes

Eram fagulhas de fogo
grossas, arredondadas
quando baixei o olhar
vi duas mãos apontadas


(Amaral Nascimento)

quinta-feira, novembro 17, 2005

dia diferente

Há já um tempão que não passávamos um dia juntos, só os três. Será que isso aconteceu alguma vez?...
Antes do mais, quero dizer-vos que adorei. Foi um dia diferente, ambos muito bem comportadinhos (salvo um ou outro instante), brincámos, passeámos, comemos, falámos e nem demos pelo tempo passar.


Que rica ideia a vossa mãe "lembrar-se" da série de afazeres com que se tinha comprometido e "ir à sua vida", aproveitando eu estar ali para nos deixar livres, pra fazermos o que quizéssemos. Boa!!! Vamos jogar à bola, não, primeiro vamos ao jogo do galo, não, vou-te mostrar os meus action man, olha a minha bateria tá quase partida aqui, eh, olha o que vamos pedir ao Pai Natal, queres ver a minha garganta?, eu estou doente da minha barriga...

Assim, tudo de rompante, não foi possível atender aos seus gritos, com correrias pra cá e pra lá, com um brinquedo na mão e logo a seguir no chão, saltos prá cama, eu é que sei, eu faço primeiro, anda cá ver isto, mas eu não tenho o pokemon, esta Nancy traz ums sapatinhos mas aquela não...

Ok! Vamos fazer uma coisa! Aí, o silêncio caíu repentinamente como se um Pai Natal tropeçasse no trenó e se tivesse estatelado, mesmo, mesmo à nossa frente; ou como se uma princesa se tivesse ali materializado naquele instante; ou como o Batman surgisse dum buraco no chão.

Reposta a ordem, começámos: jogo do galo, com pontuações a sério e alguma batota no meio; desenhos e palavras (melhores estas que aqueles); duas cartas escritas a rigor pró Pai Natal das prendas. Como o yogurte e o pêro cozido já eram do passado e a fome já dava outro sinal, toca a preparar o almoço. Quando me apercebi, a cozinha havia ganho vida própria. Toalhas na mesa, copos e pratos e talheres, o mais pequeno com o tacho do esparguete nas mãos, ela enchendo os copos com a bebida (só água, porque não havia sumos...), e a única coisa que eu encontrei disponível foi agarrar-me à frigideira dos bifes já preparados, porque tudo o mais "já era", que é como quem diz, estava tudo feitinho! Ele já havia enchido o seu prato de esparguete, ela já ligara o micro-ondas, e eu... distribuí os bifes! Um almoço "à maneira", rápido, eficaz.
No final, coube-me a tarefa de "arrumar" tudo na máquina porque, naquela altura, vi-me sozinho!

Eu vou tomar um café, quem quer vir comigo?... Eh, boa!... Mais algazarra, ele meio-vestido corre para os tenis, ela "dispara" pró quarto, tira o pijama, escolhe calças e camisola e, em poucos minutos, kispos vestidos, com a porta da saída a um metro. Faltou atar os cordões do Gui. Porque a Bia, solícita e despachada, foi a uma gaveta e trouxe um molho de chaves: pra fechar a porta à saída e podermos entrar quando voltássemos.

Os três no carro, aproveitámos para meter gasolina. Ambos ajudaram a procurar um lugar para estacionar e ela "escolheu" o café para nos sentarmos um bocadinho. Eu tomei a minha bica, ele atirou-se ao bolicau e ela preferiu o chupa. Os três de mãos agarradas, pelo passeio, sempre a pularem, a Bia ia soletrando e lendo os nomes das ruas, letreiros e tudo onde aparecessem palavras; ele escolhendo andar em cima dos muros mais baixos. Preferências!
Entrámos numa loja de brinquedos e aí quase que os perdi de vista. Mas, no problem, umas cartas do Yu-Gi-Oh, mais um brinquedo pra ele e outro pra ela, e ali estavam eles, alinhados ao balcão, pró respectivo pagamento. Tudo como num texto bem elaborado.
De volta ao carro, resistiram à tentação de rasgar ali mesmo na rua as caixas que prendiam os brinquedos escolhidos, e os três de volta a casa, que a tarde já estava em marcha...


Não vás subir as escadas! Pois não porque, afinal, o Gui chamou o elevador e a Bia mandou-o subir. Ah, vocês têm elevador???... Eles riram, porque saber mais que os mais velhos é risota da pequenada!

O resto do dia terá que ser mais rápido de contar, porque a noite surge muito depressa quando o Dezembro está a um par de semanas de distância. Com as cartas foi um fartote, com o joguinho da Bia foi uma descoberta atrás de outra. Depois, jogou-se à bola dentro de casa (coisa inevitável, mas que só com muito esforço e diplomacia deu unicamente pra desarrumar sem partir nada...), fizeram-se os trabalhos da escola, bateram-se "umas chapas" com a digital, em poses únicas e estapafúrdias, foi o game boy, foi o jogo do galo de novo, foi o tamagotchi, foram as novidades da escola, os namorados e as namoradas...

... e a mãe a voltar e a noite a chegar!

Obrigado, Bia e e Gui! Foi um dia diferente! Não para recordar mais tarde com uma lágrima ao canto do olho. Para recordar hoje e amanhã com prazer e alegria.
Aqui, só o agora pode ter um valor absoluto. Só agora e aqui podemos ter a experiência que desejamos vivenciar.
A felicidade é o conjunto de todas as pecinhas dum puzzle que se constrói. São pequenos momentos que se agregam, a pouco e pouco. É isso a felicidade. E como é também um estado de ser, posso dizer que sou feliz, nada arrependido de alguma coisa que tivesse feito, porque vou construindo o meu puzzle com muita alegria interior, ainda que com pouca gente ao meu redor.

quarta-feira, novembro 16, 2005

...do único momento


Ainda há pouco li o post da Ana Paula em que ela, numa frase, falava do seu momento especial. Também no meu curto comentário eu fiz ênfase àquele seu momento, ao momento que é o momento de cada um, ao momento da Criação, ao momento único da Vida.

Quando nos empenhamos profunda e plenamente no momento que "temos na frente", com todos os nossos sentidos empenhados no significado pleno que dele emana, podemos ter a certeza que, em consciência, participámos numa partilha gloriosa e sublime.

Há um exemplo que Chopra descreve no seu "Livro dos Segredos" com muita sabedoria:
"Tomemos o modo como três pessoas poderão ver o pôr-do-sol. A primeira pessoa está obcecada com um negócio e nem sequer vê o pôr-do-sol, embora os seus olhos estejam a registar os fotões que caem nas suas retinas. A segunda pessoa pensa, "Belo pôr-do-sol. Há já algum tempo que não tínhamos um assim.". A terceira pessoa é um artista que começa de imediato a desenhar a cena. As diferenças entre as três são que a primeira pessoa não enviou nada e não recebeu nada de volta; a segunda deixou que a sua consciência pura recebesse o pôr-do-sol mas não tinha qualquer consciência pura para lhe devolver - a sua resposta foi mecânica; a terceira pessoa foi a única que completou o círculo: pegou no pôr-do-sol e transformou-o numa experiência criativa que devolveu a sua consciência pura ao mundo com algo para dar.
Se quisermos sentir a vida plenamente, temos de fechar o círculo."

Estarmos em sintonia com a beleza das coisas e das pessoas dá-nos a oportunidade de darmos e recebermos em troca. Conhecermos ocasionalmente um estranho pode proporcionar-nos uma troca de sentimentos, ainda que conscientemente nos pareçam sem significado.

segunda-feira, novembro 14, 2005

um bocado de hoje: nem tudo são rosas!


"Apetecia-me berrar com o mundo.. entender as coisas... porque é que com os outros tudo parece tão simples e comigo não!
Não peço quase nada; apenas ser boa no que faço mas, às vezes tudo me parece arrasar... às vezes sinto-me pequenina, mesmo muito pequenina, fico infeliz, sofrida... não entendo tanto sofrimento..."

Quando nos sentimos em baixo, o nosso impulso é culpar a vida, culpar o mundo inteiro, compararmo-nos com os outros a quem tudo corre bem, uma série de coisas assim!...
É próprio do ser humano, é próprio do nosso ego, quando não possui o que quer ou quando quer vangloriar-se e não sabe como nem onde…
Aquilo que se passa contigo é um estado de ser.
Acalma esses teus anseios, essa desolação, esse sentido de pequenez. Talvez tenhas razão para esse estado de ser!
Mas nem tudo são rosas por esse mundo fora. E tu fazes parte desse mundo.
Nem tudo corre lindamente com milhões de outras pessoas à tua volta. E tu fazes parte delas.
Não terás tu MAIS do que outros milhões com quem te comparas?
Abre um pouco a tua janela e olha para dentro: aquilo que não vias, está lá! Está lá o bastante para rejubilares e construires alegria e bem-estar na tua vida.
Só que a janela não tem estado aberta e tu ainda não tinhas espreitado!

domingo, novembro 13, 2005

o Bem e o Mal - 2


"Se, na infância, o seu herói era Estaline, não terá a mesma percepção do mundo que se o seu herói tivesse sido Joana d'Arc. Se é protestante, a sua vida não teria sido, durante a perseguição dos Huguenotes, igual à que tem num subúrbio americano dos nossos dias. Pense numa pessoa como um edifício com centenas de linhas eléctricas que lhe trazem inúmeras mensagens e fornecem energia a uma enorme quantidade de projectos diferentes. Olhando para o edifício, vê-o como uma coisa, um simples objecto que ali se encontra. Mas a vida interior do edifício depende de centenas de sinais que chegam a ele.
E a sua também.
Tanto intrínseca como extrinsecamente, nenhuma das forças que nos penetra é má. Mas, usando este menu de influências, cada pessoa faz escolhas. Penso que qualquer inclinação malévola se reduz a uma escolha feita na consciência. E essas escolhas pareciam boas, quando foram feitas. Este é o paradoxo central por detrás dos actos malévolos porque, salvo raras excepções, as pessoas que praticam o Mal podem reconduzir os seus actos a decisões que eram as melhores que podiam tomar, atendendo à situação. As crianças que são vítimas de violência, por exemplo, acabam frequentemente, quando adultos, a sujeitar a violência os seus próprios filhos. Poderíamos pensar que seriam as últimas pessoas a recorrer à violência familiar, uma vez que foram vítimas dela. Mas, na sua mente, não estão presentes outras opções, não violentas. O contexto da violência, que age nas suas mentes desde a primeira infância, é demasiado poderoso e submete a liberdade de escolha.
Pessoas que se encontrem em diferentes estados de consciência não partilharão a mesma definição de Bem e de Mal. Um exemplo de primeira qualidade é a escravização das mulheres no mundo, que parece completamente errada no mundo moderno mas, em muitos países, é alimentada pela tradição, a sanção religiosa, os valores sociais e as práticas familiares, que datam de há muitos séculos. Até muito recentemente, as próprias vítimas dessas forças viam como "bom" o papel da mulher indefesa, obediente e infantil.
O Mal depende totalmente do nível de consciência de cada um.
Se acordar, um dia, e descobrir de súbito que odeia alguém, que só poderá sair dessa situação por meio da violência, que o amor não é opção, analise quão subtilmente chegou a essa posição. Foi preciso todo um mundo para o atirar, ou a qualquer outra pessoa, para os braços do que classificamos como Bem ou Mal. Tendo interiorizado essas forças, o leitor reflecte o mundo tal como o mundo o reflecte a si.
Todavia, o Mal não pode ser seu inimigo, se o mundo está dentro de si; só pode ser mais um aspecto de si. Todos os aspectos do Eu são dignos de amor e compaixão. Todos os aspectos são necessários à vida e nenhum é excluído ou banido para a escuridão. à primeira vista, esta visão pode parecer ainda mais ingénua do que a passividade de Gandhi, porque parece que se nos está a pedir que amemos e compreendamos um assassino como amamos e compreendemos um santo. Jesus ensinou precisamente a mesma doutrina. Mas transpôr o amor e a compaixão para situações difíceis tem sido o cerne do grande falhanço da espiritualidade: a violência faz que o amor se decomponha, transformando-o em medo e ódio. Mas o Mal não faz realmente isto. São as forças que dão forma à consciência que o fazem. É aqui que o Bem e o Mal se tornam iguais.

(Deepak Chopra in "O livro dos segredos")
(imagem retirada de http://desenhosdoartemis.planetaclix.pt/)

sexta-feira, novembro 11, 2005

falar da Vida


Há muita gente que se constrange pelo facto de eu utilizar a palavra Deus e falar em Deus.
Mas os mais atentos já devem ter notado que o que estou a fazer é, unicamente, a falar da Vida.
E, desta maneira, parece que se torna mais aceitável. Falar da Vida é falar de nós próprios, que andamos aqui, neste planeta, nesta terreola, a batalhar, a trabalhar de manhã à noite, a cuidar dos filhos, a fazer esticar o dinheiro que recebemos ao fim de cada mês.
Estas "pequenas" coisas são a nossa vida! É a vida de cada um!
E com esta "luta" diária, dentro da realidade de cada um, estamos simplesmente a movimentar a Vida! Estamos a criar o nosso dia-a-dia, uns mais condicionados, outros menos condicionados, mas estamos verdadeiramente a Viver uma quantidade enorme de sentimentos e emoções, estas expressas no nosso corpo, aqueles sentidos dentro de nós.
A Vida está sempre em movimento, enquanto nos sentimos Vivos a dar Vida àquilo em que "tocamos".
Falar de Deus é apenas falar da Vida!
A palavra "Deus", que noutras línguas e religiões se chama outra coisa (não interessa), é apenas uma forma familiar de designarmos a Vida.
E se quisessemos ir mais além, então, os entendidos iriam provar que tudo tem Vida. Tudo?... Sim, tudo, até uma pedra da calçada.
E se quisessemos abordar aquilo que os nossos sentidos "não vêem", então, os entendidos iriam afirmar que a Vida "vive para além da morte" e o transcendente é domínio de Deus vivo.
Tudo?... Sim, tudo, até o "diabo" e o "inferno" estão dentro de Deus.
Então, a Vida está em todo o lado?!...
Tudo é Vida?
Tudo é Energia?
Tudo é Deus?
Aqui estamos nós a falar, sempre e sempre, da Vida! Da Natureza! Do Universo! Do Ser Vivo!

Inconscientemente, todos estamos a "viver" o mesmo processo!
Conscientemente, só alguns estão a "viver" esse mesmo processo!

Mas todos estamos metidos Nele! Ninguém, nada está de fora! Façamos o que fizermos, pensemos o que pensarmos, o ministro, o papa, o aleijado, o homossexual ou o varredor da rua, ninguém conseguirá fazer parar o Processo! A Vida está sempre a continuar, quer tu queiras quer não!
E todos estamos Nele!
Todos somos Ele!
Tudo é Ele!
Somos todos feitos da mesma massa!
Aqui ou na Conchichina!

terça-feira, novembro 08, 2005

carta aberta à Elsa

Olá Elsa
Vou responder ao teu mail, pois claro que vou.
Vou tratar-te por tu, não por qualquer desrespeito, apenas porque já falo de ti há muito tempo e conheço de ti alguma coisa que me é transmitida por esta via bloguista.
Não tens, portanto, que pedir-me qualquer autorização nem sentir qualquer constrangimento por esta "invasão".

Deixa-me começar pelo meio: há muito tempo que não vou ao mIRC e nunca entrei num canal de espiritismo. Nunca! Portanto, não fui eu quem lá encontraste e que te tem feito tanto bem!
Dizes que achas muito difícil existirem duas pessoas com a mesma linguagem que produz um tão benéfico efeito em ti. Quero afirmar-te que haverá certamente muitas e muitas pessoas com muito mais capacidade do que eu para transmitir uma palavrinha de conforto, de compreensão, de ternura. Sou tão simples como tu, sei tanto como tu, só que me informei um pouco mais e vivo constantemente... procurando a verdade que me faça sentir bem e que seja aquela que a minha Verdade compreenda.

Infelizmente, vejo um mundo a desmoronar-se. E tento compreender porquê. Gostaria de conhecer as razões que levam um ser humano a destruir outro ser humano, a destruir um planeta lindo, a ter comportamentos que conduzem à existência de guerras, fome, desigualdades sociais, situações infelizes, doenças evitáveis, etc., etc..

Não é fácil acreditar naquilo que não se apalpa ou não se vê!
Se fosses ler o meu blog desde o princípio, e eu comecei-o em Janeiro, descobririas nele uma tentativa de não perder a coerência. Escrevo nele quase diariamente com dois objectivos únicos: comunicar comigo e comunicar com outro alguém. Sem ousar "impingir" as minhas ideias a alguém, sem ousar afirmar que a "minha" verdade é "a verdade", propuz-me partilhar o que sinto, desinteressada e alegremente. Decidi fazer passar "a minha mensagem", pese embora ela possa não ser aceite e ser até rejeitada.

Para ti, Elsa, particularmente, vão as palavras finais. Acredito em Deus, não naquele Deus de ontem que me foi transmitido pelas várias religiões actuais. Acredito no Deus da minha compreensão, no Deus que o meu Eu compreende, no Deus que existe dentro de cada um, no Deus que não está separado de nada nem de ninguém. Quando fixo um grão de areia com toda a atenção, procuro a forma divina que ele representa. Quando olho a beleza da natureza, ou a imensidade do oceano, ou o azul infindável dos céus, estou a deixar que Deus me invada em toda a sua plenitude. Quando olho o pedinte, maltrajado e faminto, estou a contemplar uma expressão divina, procuro veementemente nele o Deus da minha compreensão a expressar-se daquela maneira.

Enches-me de satisfação quando referes que as minhas palavras te levam harmonia e paz.
Explicar porquê não o saberia fazer. Mas poderia dizer-te uma coisa que não sei se vais aceitar. Eu e tu não nos conhecemos. Eu não conheço a Susana. Mas eu não preciso de vos conhecer para partilhar convosco os meus sentimentos. A essência de que és feita contém a centelha divina. O mesmo acontece comigo e com ela e com todos os seres humanos. Somos todos feitos do mesmo. Eu e tu somos SÓ UM. Somos seres individualizados dum Deus único. Nada existe que não seja Deus, nada existe fora de Deus. O teu Deus pode comunicar o meu Deus. Tu és única como Elsa. E continuarás a ser a Elsa, para além desta vida. Tu esqueceste que és um ser de luz. Mas se eu te fizer lembrar isso, a pouco e pouco, irás sentir qualquer coisa dentro de ti que te vai dizer que és muito mais do que esse corpo.
Na quietude da tua alma, se deixares todos e quaisquer pensamentos de lado, encontrar-te-às no silêncio Daquilo que Realmente És. E então, vais sentir uma paz e uma serenidade diferentes das que já conheces. Aí estará o Teu Eu, que tudo sabe e não precida de nada, e compreende que esta vida é simplesmente um palco para a evolução. Aquilo por que estás a passar é, simplesmente, uma situação que já escolheste, a um outro nível de consciência. Não há que teres qualquer medo ou raiva ou outro sentimento de culpa ou acusação. O que acontece é que esqueceste tudo isto, no acto do teu nascimento. E é assim que a vida acontece. É assim que o universo funciona. É assim que Deus é Deus.

Poderia ficar aqui a falar contigo toda a noite e todo o dia de amanhã.
Estou a falar contigo, porque é comigo também que estou a falar. Somos apenas Um, Elsa. Por isso mesmo abro o meu coração e tu entras nele facilmente. Por isso mesmo, gostaria que, no meu sono, te pudesse visitar e manter-me contigo em comunhão. Para partilharmos os nossos receios, as nossas esperanças, a nossa fé de que pertencemos a um todo, composto de Alegria, de Luz, de Paz. Acredita em Ti. E acredita que nada, mas nada do que está a acontecer contigo, está a acontecer por um acaso qualquer. A perfeição existe por todo o universo. A perfeição está em Ti. O amor da Susana é a forma como Deus te está a mostrar isso mesmo.

A Força de Deus está contigo, Elsa.
Um beijo amigo
Amaral

segunda-feira, novembro 07, 2005

parabéns, Marco!

Já lá vão 26 anos!
Juntos partilhámos as grandes coisas e fômos cúmplices de outras pequenas.
Como daquela vez em que partiste a testa e foste parar ao hospital. Os momentos de angústia, a correria pelas ruas, o desconhecer do que havia acontecido, o hospital, os teus gritos, a cabeça entrapada, os pontos que levaste depois, a dôr, o susto, o segredo que permaneceu.
Hoje, festejas mais um ano!
A vida ainda irá trazer-te muitas alegrias, algumas tristezas, mas, acima de tudo, dar-te-à a oportunidade de cresceres como Aquilo Que És e Escolhes Ser.



sábado, novembro 05, 2005

em casa com Deus

Recebi o boletim desta semana das CWG, do qual retirei esta carta:

Cada vez se torna mais claro para mim conhecer Quem Eu Sou, e Quem Eu Escolho Ser.
Isto é o que sociedades inteiras desta terra precisam fazer agora, e está a tornar-se cada vez mais claro que devo começar por mim. Você sabe porquê? Há somente um de nós. Há somente uma possibilidade de criar esta Individualização particular da Divindade conhecida como Neale Donald Walsch ou Sarah Jane Meyers ou Robert Bramhall Edwards ou Jean Smith. Há somente um de nós. É verdade, nós viveremos muitas vidas - vidas incontáveis, de facto - mas apenas um como "Quem Nós Somos Realmente Agora".

Hoje, estava a pensar nisso. Não sei realmente porquê. Estava justamente a pensar na minha vida e a verificar que estou a ficar cada vez mais velho em cada dia que passa, e a olhar de relance para trás, para todo o tempo que passou e todas as coisas que fiz... e todas as coisas que poderia ter feito de modo diferente, se as pudesse repetir outra vez. Então descobri que...

Recordei as novas revelações que me foram dadas, há alguns meses, quando escrevia o final do livro Conversas Com Deus, "EM CASA COM DEUS Numa Vida Que Nunca Acaba", a publicar em Março pela Atria Books. Nesse texto, foi-me dito que a vida nunca termina. Nós todos sabemos isso! Rossiter W. Raymond era um escritor, um editor, um orador, um teólogo, um professor, um novelista, um engenheiro consultivo de minas, e um advogado praticante que viveu de 1840 a 1918, e as suas citações mais famosas foram: A vida é eterna; e o amor é imortal; e a morte é somente um horizonte; e um horizonte não é mais do que o limite da nossa vista. Nós todos sabemos que a vida continua. Mas aquilo que eu não sabia é que a vida como Neale Donald Walsch pode também ser vivida repetida e repetidamente uma e outra vez!

Yup, foi isso mesmo que me foi dito. Cada um de nós tem essa opção, para além da morte, de viver a nossa vida actual "repetidamente" num sentido, como a pessoa que somos agora mesmo. Sobre isso há muito mais a dizer, e a explicação é demasiado longa para ser detalhada aqui, mas foi aquilo que "EM CASA COM DEUS Numa Vida Que Nunca Acaba" me mostrou muito claramente. Não obstante, é desejo de cada alma avançar, evoluir, continuar. Regressar à mesma vida, ou a porções do mesmo tempo da vida, a fim de experimentar o Se de forma diferente pode ter ou não ter interesse para nós.
Pode acontecer a promoção para um outro nível de experiência, aquele que vem após termos adquirido tudo o que não existe nessa experiência que havemos de atingir.

Assim, hoje tomei uma nova resolução - a última numa lista de promessas autodirigidas através dos anos - de que não iria desperdiçar nem mais um minuto, sendo menos do que Aquilo Que Eu Realmente Sou... ou ao menos tentando ser. Necessito prestar muito mais atenção ao processo que se desenrola ao redor de mim, muito mais atenção às pessoas que estão a co-criar-se comigo, e muito mais atenção ao momento que estou a experienciar, e ao meio em que eu me experiencio.


É este o "eu" que eu quero ser? Isto é o mais grandioso e o melhor que posso trazer para esta hora? Isto é como eu desejo experimentar a vida, e o mundo ao redor de mim? Sinto paz agora, e alegria? Sinto alegria e serenidade? O que estou eu a dar, e a causar no mundo ao meu redor? Que tipo de energia estou a introduzir no espaço? Que tipo de energia estou a receber dele? Que tipo de energia estou a atirar para trás de mim?

Afinal, há só uma pergunta que estamos a fazer a nós próprios; há só uma Sagrada Interpelação: QUEM SOU EU? E... QUEM ESCOLHO SER?

Tenho 62 anos de idade. Tenho um número limitado de momentos para viver neste corpo e nesta Pista do Tempo com esta "figura" particular. Terei que decidir-me se desejo continuar em frente.

Ajudem-me, sim? Você ajuda-me? Mostre-me onde estou a ser menos do que aquilo que você sabe que devo ser, ou que sabe que eu quero ser. Diga-me onde estou a falhar. Diga-me onde foi que eu me excedi, de modo a que eu saiba o que é sentir isso. Para que possa regressar de novo a esses sentimentos.

Igualmente, tenha paciência comigo. E dê-me todo o amor que poder. Você sabe como! Tentarei do mesmo modo, tão intensamente quanto puder, fazer o mesmo por você.

Sei que a maioria de vocês que estão a ler isto não me conhece pessoalmente, e eu não vos conheço a vocês. Mas se fizermos esta promessa um ao outro, através desta partilha, saberemos que quemSEMPRE encontramos nesta vida receberá de nós essa energia - e isso é uma coisa maravilhosa.

(Neale Donald Walsch - 4 Nov 2005: CWG-Boletins)

sexta-feira, novembro 04, 2005

o Bem e o Mal - 1


"... É certo que a própria passividade tem um lado sinistro. A Igreja Católica considera como um dos seus períodos mais sombrios os anos em que permitiu que milhões de judeus fossem mortos sob o nazismo, ao ponto de os judeus italianos terem sido detidos em rusgas à vista das janelas do Vaticano.
Assim reconheçamos que a espiritualidade já falhou inúmeras vezes na forma como enfrenta o Mal. Afastando-se dos ensinamentos que apenas permitiram que o Mal se propagasse e difundisse, a realidade única abre uma nova via, porque, se só existe uma realidade, o Mal não tem um poder especial nem uma existência separada. Não existe um Satanás cósmico para rivalizar com Deus e até a própria guerra entre o Bem e o Mal é apenas uma ilusão nascida da dualidade. Em última instância, tanto o Bem como o Mal são formas que a consciência pode decidir assumir. Nesse sentido, o Mal não é diferente do bem. A sua semelhança remonta à fonte. Dois bebés nascidos no mesmo dia podem crescer e vir a praticar o Mal, um deles, e o Bem, o outro, mas, enquanto bebés, não pode ser verdade que um deles tenha sido criado como mau. O potencial do Bem e do Mal existe nas suas consciências e, à medida que vão crescendo, a sua consciência irá ser moldada por muitas forças.
Essas forças são tão complexas que catalogar alguém como absolutamente mau não faz qualquer sentido.
Cada uma das forças está a influenciar as nossas escolhas e, invisivelmente, a levar-nos a agir. Dado que a realidade está emaranhada em todas estas influências, o mesmo acontece com o Mal. São precisas todas estas forças para que o Mal e o Bem apareçam."

(Deepak Chopra in "O livro dos segredos")
(imagem retirada de http://desenhosdoartemis.planetaclix.pt/)

quarta-feira, novembro 02, 2005

o que deus quer

Ontem, deparei com a última obra de Neale Donald Walsch.
Custou, mas a "Sinais de Fogo" lá fez sair a edição em português, do original que os americanos já conhecem desde 22 de Março.
Não é uma leitura fácil, muito menos crível para um montão de gente. Como a contracapa avisa, este livro é perigoso. Não queima as mãos de quem já conhece os conceitos que explana pelas suas 193 páginas, mas "abana" as regras instituídas e as crenças de 99% dos seres humanos que vivem no planeta Terra.
Aquilo que vou ler neste livro não me vai surpreender!
Aceite ou não este ou aquele conceito, "O que Deus quer" vem ao encontro das minhas expectativas. No post anterior, Shakti Gawain falava no caminho da transformação. Este post poderia falar no caminho da mudança. A mudança que não interessa aos poderes de país nenhum. Porque a mudança que a humanidade precisa urgentemente faria ruir interesses poderosos. Interesses políticos, interesses religiosos, interesses económicos. Só uma alteração das mentalidades individuais poderia formar a cadeia que forçaria a mudança. As reuniões dos países mais poderosos não resolvem os problemas que afligem o planeta. A XI Conferência Climática das Nações Unidas realiza-se em Dezembro, no Canadá. Já não se duvida que o aquecimento global é responsável pelas últimas catástrofes naturais. Já não se duvida que as crenças religiosas são responsáveis pelos atentados suicidas, que vão ao extremo de utilizar crianças para os efectuar. Já não se duvida que é o conceito que o homem tem de Deus e da Vida que dá origem a sociedades agressivas, dominadas por preconceitos, medos, ódios, inquietação e dôr.
O livro que vou ler vai falar-me, certamente, de muita coisa que eu já li nos jornais ou já vi nas televisões de todo o mundo.
Por isso mesmo o comprei, assim que o vi num canto, algo escondido, da livraria da FNAC e muito, entre outros, disfarçado, na montra da Bertrand, no Colombo de Lisboa.

terça-feira, novembro 01, 2005

shakti gawain

"A humanidade atravessa um processo contínuo de evolução. Neste momento, estamos a dar um passo gigantesco no caminho da consciência - um salto em frente no nosso processo de evolução.
Chegou a altura de admitir que continuamos agarrados a padrões de pensamento e comportamento que já não nos servem.
Quando nós, indivíduos, crescemos em consciência, a consciência colectiva aumenta proporcionalmente.
E quando a consciência colectiva se expande, os padrões sociais do mundo - sociais, económicos, políticos - mudam e reagem aos novos níveis de consciência".
(in "O caminho da transformação)